segunda-feira, 19 de julho de 2010

Essential Mechanics Problem

If at any given instant in time we know the positions and velocities of all the particles that make up a particular system can we predict the future position and velocities of all the particles?
     You can call me a nerd now.

sábado, 17 de julho de 2010

Back

    Então, voltei.
    Descobri que algumas pessoas realmente liam o que eu escrevia aqui e decidir que era hora de voltar. Mas como diria José Saramago, em bom português:
"Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores, basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias, o passado como se tivesse sido agora, o presente como um contínuo sem fim..."
     Pois é, difícil, mas prazeroso. E algo que eu descobri tem pouco tempo, assim como a Literatura. Nem eu acredito que passei tantos anos inerte aos livros! E foi num momento inesperado que eu comecei a ler. Mas não me entendam mal, eu li a minha vida toda, mas apreciar a leitura eu aprendi há pouco tempo. E isso foi uma das milhões de coisas que eu venho aprendendo desde aquele 31 de Agosto de 2009. Faz quase um ano que embarquei numa viajem para fora do país, e agora acho que é hora de olhar para trás com o intuito de seguir em frente.

     Mas antes dessa reflexão, algo que eu também aprendi no Pearson, gostaria de situar alguns de vocês do que aconteceu nesses três meses de abstenção do blog. Voltei para a terra do Dendê no dia 29 de Maio, e aqui estou desde. Dois dias antes de voltar eu consegui quebrar um dedo ao cair das escadas, ser operado no estrangeiro, e voltar para casa dois dias depois de operado, com dois pinos no dedinho, que me acompanhariam por um mês. Aqui cheguei e fiquei procastinating um pouco, já que ninguém é de ferro. Estou aproveitando minha família, a qual eu amo demais, meus amigos, que estão loucos pelo vestibular, e o tempo, que apesar de não estar tão bom ainda dá pra curtir um pouco. Ainda não comecei minha monografia e meu Home Service, mas ainda há tempo e eu já estou providenciando os mesmos. Como não tem muita coisa acontecendo nessas férias, creio que os próximos posts não serão sobre mim, mas algumas poucas palavras virão sobre algo que irá acontecer e eu, nessa árdua missão, irei escrever.

    A respeito da reflexão dita ao início do texto, irei fazê-la comigo mesmo. Se algum de vocês quiser perguntar algo, deixe sua pergunta nos comentários que eu irei responder. Esse post é só para marcar a volta, e para dizer que estou bem.

     E, a propósito, Axé a todos

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Pascoa!

   Axé!

   Feliz Pascóa a todos!

   Espero que estaja curtindo, porque eu estou, apesar das condições (sendo eufemista). As duas últimas semanas foram super corridas! Testes, ensaios, labs... tudo que consume todo o seu tempo, e até te impede de dormir - porque quando termina tudo, encontra seus amigos, e lá se foi a sua noite de sono. Mas depois de tudo, cinco dias de feriado para descansar é sempe bom.
    E foi com esse pensamento de "descansar" que eu aceitei o convite de Felix (Austria) de vim para Race Rocks, uma reserva ecológica que o colégio toma conta. Na verdade é uma pedra gigante que parece uma mini-ilha ontem tem um farol, duas casas e muito, mas muito mesmo, leões-marinho, focas e outros animais super-interssantes. Viemos mergulhar aqui. Ou esse era o plano. Alguns outros amigos nossos resolverem vim, mas os exames de Self-Taught impediram muitos (deveriam me impedir também, mas eu decidir ter um intervalo). Depois de tudo, viemos eu, Feliz, Heide (Finlândia), Levi (França) e Michaela (Slovakia). Um brasileiro e quatro europeus... já viu que banho vai ser difícil, né? Não pra mim, apesar de tudo se opôr!
     Enfim, vamos as condiões: (aviso: se você não gosta de imaginar certas situações que envolvam necessidades biológicas, pule esse parágrafo) logo quando cheguei, descobri que o vaso sanitário estava quebrado, e que  tinhámos uma espécia de "vaso descartável", uma engenhoca até interressante. Mas os meninos só eram autorizados a fazer o "numéro II" lá, e se a situação foss líquida, tinhamos que fazer no mato. Para o número 1 ficou até melhor, porque não preciso mirar. Mas para outro número, o bicho pegou. Quem já conviveu comigo, sabe que meu instestino é tímido. E quando eu vi a nova ferramanta, foi aí que travou de vez! Resultadô: dois dias que comida só entra, nada sai.
     Mas até aí, tudo estava bem. Isso foi até eu descobrir que não tinhámos água quente. Ou melhor dizendo, só tinhamos água congelando! Sabe quando você entra no chuveiro e começa a pular porque a água está "super gelada"? Agradeça a Deus o quão quente essa água é. Como estamos numa ilha no meu do nada, toda água que temos vem do mar, nós dessalinisamos. O problema é que o aquecedor quebrou. Ou seja, a temperatura da água que temos é a mesma do mar. Sabe qual a temperatura que estava ontem?  SETE GRAUS!! Você deve estar pensando, isso é desculpa para não tomar banho. Eu pensaria o mesmo, antes de vim. Mas vamos dar continuidae a história: no dia após a nossa chegada, tivemos uma tespestade super forte! O rapaz que mora aqui disse que foi a mais forte que ele viu desde que chegou aqui (1 ano e meio atrás). Perdemos nosso sinal de internet. O colégio, que fica pertinho daqui, ficou sem letricidade. Ou seja, não mergulhamos nos dois primeiros dias, e não tomei banho também. Mas no terceiro dia, resolvemos mergulhar. O mergulho foi ótimo. Quando voltamos, nada de banho. Eu não pude acreditar. O pessoal tamém nem fez muita questão. Mas eu estava psicologicamente afetado. Não podia ficar sem banhar-me! Decidi tomar banho, mesmo com a água congelante. Eles me chamaram de louco. Eu prefiro a palavra "limpo". Tomei banho tremendo, mas me senti liberto depois! Vocês podem pensar, mas você podia aquecer a água no fogão. Sim, poderíamos. Mas aqui temos que economizar tudo: gás, energia... Estamos distante de qualquer coisa. Energia eletrca aqui vem das placas de energia solar. Se um aquece água, isso daria o direito a todos. E lá se foi toda a energia que tinhamos...
     Enfim, apesar de tudo, estou adorando minha estadia aqui. A comida é bem melhor (nós mesmo que fazems), a vista não poderia ser melhor, e os mergulhos são fantasticos! Como diriam no Pearson, tudo é uma questão de personal challenge. A propósito, vocêm podem visitar o site http://www.racerocks.com/. Podem até ver as camêras ao vivo. Uma delas você pode ver a casa e, se eu ainda estiver aqui, me ver.

     Então, Feliz Pascóa a todos. E boa sorte ao pessoal que passou para o convívio na UWC.
     Abraços.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Às mulheres de minha vida.

Axé!

      Começo com aquelas velhas desculpas por passar um bom tempo sem escrever aqui. Os motivos são os mesmos de sempre, leiam os posts anteriores e descobrirão quais os são. Mas tenho que aproveitar que comecei, porque tenho muita coisa para falar, pouco tempo pra escrever. Na verdade, eu até estou com um “tempinho” agora, já que tenho que comprimir ar nos tanques de mergulho, o que me toma pelo menos duas horas. Para falar a verdade, eu não comprimo porra nenhuma. Eu só os conecto na máquina e ela faz todo o trabalho enquanto eu fico olhando para a cara dela até a criatura gritar. Então eu desconecto os tanques, limpo a sujeira e coloco outros tanques. Cada par me toma pelo menos vinte minutos. Está aqui resumido como comprimir tanques de mergulho em tres linhas! Enfim, não é para falar disso que vim aqui hoje. Muita coisa aconteceu nesse mês que passou (será que foi mesmo um mês?), e aqui estão os meus contos de Fevereiro.

     O post anterior referiu-se a minha irmã, como vocês sabem. Poucos dias depois, no dia quatro de fevereiro, foi o aniversário de outra mulher que é a mais importante de minha vida, porque foi ela que me trouxe ao mundo. O que falei no post passado sobre minha “dificuldade emotiva” e como ela se transforma quando se refere a minha irmã, aplica-se perfeitamente quando tenho que falar sobre minha mãe. É a face dela que eu sonho todas as noites. É a voz dela que eu ouço todos os dias. Não quero escrever muito, porque sei que ela vai chorar mil vezes mais do que as palavras que escrevo. Mas sei que ela chora de alegria, de amor. E por isso eu escrevo. Todo mundo que têm mãe acha que a sua é a mais estressada do mundo, e é claro que eu penso mesmo sobre a minha. Mas acredite, faz falta. Porque para mim amor de mãe é o mais bonito que existe. É claro que mãe também erra. Mas qual é o filho que não perdoa uma mãe? Ou melhor dizendo, qual é a mãe que não perdoa um filho? Enfim, eu só quero te dizer que te amo muito, muito mesmo! Sou muito orgulhoso de ser seu filho. Não vejo a hora de te dar um abraço e ouvir o que pra mim é a frase mais linda do mundo: “Meu filho”.

    Deu para perceber que sou bem família, né? Pois é. Para mim é a coisa mais importante que eu tenho. E gostaria de usar essa opurtunidade (parece que estou na xuxa) para desejar felicidades a todas as mulheres de minha família! Não pude ligar para desejar um feliz Dia da Mulher, mas não tenho desculpa para não escrever aqui. Também um abraço especial a todas minhas amigas! Enfim, a todas as mulheres desse mundo. Sei que elas não são muito boas no volante, mas o que seria do mundo sem elas?


      Enfim, vamos aos “causos” do mês. Já sabem que não prometo ordem cronologica e muito menos que irei contar tudo o que aconteceu, mas vou me esforçar. Desculpem se meu texto parece um pouco confuso, mas minha mente já está confundindo Inglês com Português e Espanhol. É incrível como isso acontece. Algumas palavras que eu uso muito no meu dia-dia já estão em inglês no “automatico”. Além do mais, meu português é restritro a um Caipira, um paulista e uma portuguesa, o que torna as coisas bastante difíceis. Mas minha baianidade ta no sangue e eu nunca vou perder meu ‘dênde’.

     Vou começar pelos fatos mais recentes, que estão mais frescos. No último fim de semana de mês passado eu fui para Vancouver. Eu estava tentando ir a um bom tempo já, mas nunca dava certo. Para falar a verdade, eu nem pensei que iria antes das Olimpíadas acabassem. De ver algum jogo eu já tinha desistido a muito tempo, já que os ingressos eram “um pouco acima” da minha capacidade. Só para vocês terem uma idéia, o ingresso para a final do Hockey Masculino estava somente 13,000 doláres. Mas não se espante não. Aqui “camelô” (se é que podemos usar esse vocábulo aqui) vende jaqueta do Canadá por 150 doláres. Mas enfim, não quero falar daquilo que não nos convém ($). O importante é que eu presenciei a festa, o momento. A viajem daqui pra Vancouver durou 5 horas, mesmo a cidade sendo “ali do lado”. Só pra sair do colégio e chegar no Ferry gastamos 1h30min. Usei o verbo no plural porque fui com Renata (Itália), Tsatsral (Mongolia) e Amirah (Malásia). A travessia do Ferry foram mais duas horas. Só um aviso para você que está acustumado com o Ferry Salvador-Itaparica: esqueça todos os aspectos do Ferry(ado) que temos. Se não me engano, descrevi no primeiro post o status de Transatlântico que o Ferry daqui têm. Dentro do “Ferry” tem até shopping! Tudo que você imaginar, econtra lá. Até roupa! Imagine alguém te dizendo “Que camisa bonita. Onde comprou?”, e você enchendo a boca pra responder “Comprei no Ferry!”. Parece filme de ficção científica, mas acredite, não é. Depois do Ferry (Transatlântico) ainda levamos mais uma hora e meia para chegar na casa de Emmy, uma menina que estuda aqui e mora em Vancouver. Tenho que dizer que estou impressionado com o sistema de transportes de Vancouver. Aliás, estou impressionado com tudo lá! Nem preciso dizer que uma cidade linda, porque isso vocês podem ver nas fotos. Mas como as pessoas “confiam” umas nas outras. Imagine que não tem “catraca” no metrô. Só um sinal “Área paga”. E, acreditem, todos pagam a passagem! É incrível. Ninguém checa se você tem bilhete ou não. Eu fiquei até sem graça de não pagar... não vou mentir que vontade não me faltou. Além disso, é um sistema super eficiente! Você paga 1.75 dólares e ganha um bilhete que vale por 2 horas e meia. Com esse bilhete você pode pegar qualquer transporte público na cidade, quantas vezes quiser! Digam, soteropoliranos, vocês podem imaginar isso? (Digam, mas eles não têm a nossa ginga, que eu concordo!). Passei a primeria noite no quarto-apartemento dessa minha amiga. Pensem que ela tem quarto, closet, banheiro, cozinha e uma sala no “espaço” dela. ELA TEM UMA COZINHA NO QUARTO! Ainda é difícil para mim acreditar que isso existe, mas eu não duvido mas de nada. Enfim, passei o outro dia todo explorando Vancouver, tirei muitas fotos (estão todas no meu orkut), me diverti muito! Não durmos na segunda noite, aliás, tiramos uma soneca num Coffee Shop com as malas nas costas esperando o metrô abirir (5h da manha) para voltarmos para o colégio. Mas é muita história... e como já disse, tenho pouco tempo pra escrever. Depois conto um pouco mais...


     Em algumas semanas eu vou ter meu exame oral de Português. Para tal, eu li D. Casmurro e O Auto da Compadecida para a parte 1 (se quiserem detalhes sobre o que é ‘Parte 1’, perguntem). Para parte 4 eu estava lendo Mar Morto, de Jorge Amado. Livro muito bom por sinal. Eu acabei um tempo atrás, e estava muito feliz porque só tinha que ler mais um livro, O Auto da barca do Inferno. Foi quando eu descobri que li o livro errado. Sério mesmo, isso só acontece comigo. Como a pessoa pode ler o livro errado? Agora estou com Ciranda de Pedra inteiro por ler. Se alguém quiser fazer o resumão do aprovado, estou a disposição.

     Sobre a vida aqui, tudo está indo muito bem. Tão bem que até já peido na frente de algumas pessoas. E vocês sabem o grau de intimidade que você precisa ter com alguém antes de peidar na frente dela, né? É quase que um contratro social. Depois desse momento, a vergonha vai e não volta nunca mais. Para você ter uma idéia, outro dia eu estava fazendo minhas necessidades quando Kenta (Japão) perguntou se eu tinha um tempo para ver se uma questão de Matemática dele estava certa, já que minha classe está adiantada e eu já tinha feito o dever. Eu respondi que sim, mas não esperava que ele fosse me passar pelo buraco da porta o papel e a canta. Eu tomei um susto! Até me desconcentrei. Pense ai? Aliás, nem pense. Isso não conversa pra está digitando aqui... nem sei porque o fiz.

     Claro que nem tudo são rosas. A vida acadêmica é bastante estressante, e se tornou ainda mais com o “One World”, um show que o colégio organiza. Mas o tempo passa tão rápido... Em três meses já estão de volta. Parece que foi ontem que cheguei... (quem se lembrou da propaganda da Nestlé ‘como parece, foi ontem!’?). Noite passada eu até sonhei que voltava para casa. Acordei, e quando voltei a dormir sonhei que voltava para aqui de novo. Fui e voltei numa noite só!

     Enfim, tenho muitas histórias para contar. Sobre os meninos que foram expulsos do colégio, sobre a neve que caiu hoje, sobre os mergulhos que faço toda a semana, sobre as paquerinhas, sobre os amigos... mas volto outro dia. Por hoje acho que já foi o suficiente. Antes de terminar só gostaria de dizer a meus amigos que eu não esqueci deles e pedir desculpa por não responder os scraps no orkut, eu tava meio desligado. Mas eles já estão devidamente respondidos.

Até um dia...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Joana Braga Barbosa

Axé!

    Eu realmente não tenho tempo para escrever aqui no blog. Esse mês de volta as aulas foi intenso! Como vocês devem saber pelo último post, eu só fiz comer, dormir e assistir filmes durante minhas férias, quando deveria estar estudando e fazendo meus deveres. Resultado: não tive vida na última semana. Aqui vai uma dica, sempre faça o que tem que fazer o mais cedo possível. Pensei que nunca fosse descobrir o quão importante um cafezinho pode ser em sua vida. Enfim, agora I am done! Além do mais hoje é um dia especial, mas só vou contar o porquê no próximo parágrafo, afinal de contas, esse acontecimento merece destaque.

     Hoje é o aniversário de uma das pessoas mais importantes de minha vida. Sinceramente, eu não consigo pensar em mim sem pensar nela. Aliás, eu acho que não existe um exemplo melhor do pronome “nós” do que “nós” dois. Como alguns de vocês sabem, eu não sou uma pessoa muito emotiva. Alguns amigos meus vivem reclamando que sou muito fechado. Mas quando se refere a ela, tudo muda. E escrever aqui está me fazendo chorar, mesmo que eu não o faça normalmente. Porque ela é parte mim. Eu sou parte dela. E não tem distância que separe algo tão intenso. Eu realmente sinto muito a falta dela do meu lado, dormindo a poucos centímetros de mim, mas agredeço a Deus todos os dias por ela existir em minha vida.

    Ao escrever aqui, está me vindo a cabeça todos os momentos que vivemos juntos. Todos os momentos felizes. Nós temos nosso próprio idioma, onde os olhos também falam. E, é claro, todas as brigas, que não foram poucas. Nós fomos cúmplices por toda a vida. E vamos continuar sendo pela eternidade. E nesta data tão especial, infelizmente eu não pude estar ao seu lado. Pelo menos não fisicamente. Mas todo meu amor está lá. Nós compartilhamos tudo o que eu tenho de mais importante. E este minúsculo e singelo texto não representa nada perto do que eu realmente sinto por você, IRMÃ.

     Irmã. Dizendo isso, eu não preciso dizer mais nada, porque a gente sabe o que esta palavra significa para nós. E eu te desejo toda felicidade do mundo, não só hoje, mas sempre. Eu sou seu fã número um, e nunca esqueça que você tem um IRMÃO, e que pode contar com ele para tudo o que precisar.

Amo-te muito, IRMÃ!

Seu eterno Brow.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vida boa chegando ao fim.

Axé!

     Antes de começar gostaria de desejar Feliz Ano Novo a todos! Desejo todas àquelas frases de ano novo que recebemos pelo orkut, e-mail, facebook e tudo que for possível, mas que eu nunca lembro para botar aqui. Espero que todos possam realizar seus sonhos nesse ano que está começando.

     Minhas férias já estão acabando, só tenho mais dois dias de sombre e água fresca e eu queria pelo menos mais um mês. Não fiz metado dos afazeres e, apesar de não ser mãe Diná, estou prevendo que a próxima semana vai ser bastante ocupada (para não ter que dizer foda). Mas isso não venho ao caso... tenho que aproveitar esse dois últimos dias de vida.
    Estou na minha terceira Host Family, o que não é normal para ninguém. Comecei as férias na casa dos Bruces, pessoas simplismentes fantásticas! Mas ele já estavam recebendo um estudante do México que foi passar o Natal em casa, porém estava voltando. Então, fomos para casa dos Whatsons, onde fiquei anteriormente no project week. Mas meu 2010 começou, para ser eufêmico, estranho. Na noite de Revillon fomos jantar num restaurante com os Whatsons e uns amigos, e Doug, meu host father, não se sentiu bem durante o jantar. Ele foi para a Emergência, mas decidiu voltar para casa porque estava muito cheia. Durante a madrugada ele morreu. Não sei exatamente de quê, pois eu estava dormindo e, apesar dele ter caído em frente ao meu quarto, eu não acordei. Até quando a ambulância chegou, e olhe que ela faz bastante barulho, eu continei dormindo. Tenho um sono muito pesado, principamente quando estou cansado. Mattia me acordou umas 10h e disse “It’s time to wake up” (É hora de acordar). Eu pensei que ele estava querando me pertubar e disse “Go away! I wanna sleep” (Vá embora, eu quero dormir). Foi então que eu ouvi a frase que só pensava que existia em filmes “Doug is dead” (Doug está morto). Eu dei um pulo da cama e pensei que não tinha ouvido direito, e ele repitiu “Doug is dead”. Eu não tinha tanta intimidade com ele, mesmo assim foi um choque. Quando eu abrir a porta do quarto a esposa dele estava arrasada. Dei um abraço nela e ela me pediu desculpa por eu ter que presenciar esse momento, eu disse que ela não tinha nada a desculpar. Parecia até filme, mas nessa manhã chovia aqui forte.
      Algumas horas depois o direitor do colégio foi buscar a mim e a Mattia. Passamos a manha na casa dele, que fica no colégio, e depois vinhemos para a nossa nova Host Familly, com Murg. Ela tem tipo uma pousada de frente pro Mar. O lugar é Maravilhosamente lindo! Não vou nem falar muito, vejam vocês mesmos: http://www.thelodgeatweirsbeach.com. Cliquem em Rooms, do lado direito. O quarto que estou chama-se “Sandpiper”. Depois cliquem em “360 Virtual Tour”. Mas o melhor lugar é a banheira de Hidromassagem. Eu pensei que só existia em filme e no “The Sims”, mas ela existe! Eu fui uma vez e parecia um abestalhado... Não tem coisa melhor. E não só o lugar é maravilhoso. Murg também é uma pessoa explêndida! Ela trabalha na Cruz Vermelha e ajuda tanta gente! Ela nos conta as histórias de quando foi para o Paquistão, Sri Lanka, Nicarágua e trabalhou como emfermeira nos tempos de guerra nesses países, com ela mesma custeando tudo!
      Eu não deveria estar escrevendo o que vou escrever aqui no blog, mas eu preciso falar isso com alguém. No post anterior falei que estou na mesma família que Mattia, um menino da Itália. Não sei o que eu tava na cabeça quando decidi ficar na mesma família que ele! Minha sorte é que minhas Host Family são pessoas maravilhosas. Ele não é uma pessoa ruim, mas tem horas que eu me pergunto que PORRA que ele ta fazendo aqui? Ele estuda demais, mas isso nem é o problema. Ele faz umas piadas de mal gosto e é muito incoveniente! E olhe que eu sou uma pessoa bastante paciente. Certa vez ele me diz que acha que o comitê Italiano cometeu um erro ao enviar os outros dois Italianos primeiro-anos do colégio. Segundo ele tinham pessoas mais “inteligentes”. Quem realmente conhece os valores da UWC sabe do que estou falando. Fora os hábitos alimentares desse menino. Come de boca aberta; não leva o garfo a boca, leva a boca ao prato; sabe aquele barulhinho insuportável que certas pessoas fazem quando estão comendo? O dele bate o record! As vezes quando estamos na mesa de jantar e de repente se faz silêncio, só se ouve o menino mastigando parecendo um porco. Por um momento pensei que todos os Italianos fossem assim, mas depois lembrei da ótima pessoa que é Renata, a outra Italiana e totalmente diferente. Certa feita quando estavamos na casa dos Bruce eu fui gurdar minhas coisas numa gaveta e achei uns testes de matemática do menino que estava lá. Ele foi ver os testes, que eram um desastre. Eu gosto de matemática, sei que ele também. Mas tem gente que simplesmente não gosta. Mas ele não entende isso. Até hoje faz piada do menino comigo e eu dou aquele sorriso amarelo só pra manter a paz. Mas o que me realmente extressa é quando ele decide que o dono do meu lap top. Eu gosto de ajudar as pessoas, mas tudo tem limite! Eu realmente não me importo que alguém use meu lap top quando eu não preciso. No colégio mesmo Enrique usa meu computador sempre que precisa. Ele só faz me pedir e quando eu preciso, ele me devolve. Até criei uma conta para ele, caso ele queira salvar algum documento. Fiz o mesmo com Mattia, criei uma conta pra ele. Até jogo o menino já baixou! Pedir para usar o lap top? Isso é piada. Ele pergunta onde está. A sorte dele é que eu sou paciente (já imagino Geisa me chamando de Otário). Certa vez eu disse que precisava usar MEU computador, e ele disse: “I just need to finish it. Can I use 5 minutes more?” (Eu apenas preciso terminar isso. Eu posso usar mais cinco minutos?). Eu disse que não tinha problema. O problema foi que ele levou 45 minutos! Eu quase mando ele para PQP!
     Sei que não é certo falar isso aqui. Mas eu precisa falar isso com alguém. Estava para explodir já. Da última vez que eu estava usando meu lap top e ele me pediu (observem, eu ESTAVA usando), respirei fundo e fiz uma cara de poucos amigos. Ele entendeu a mensagem muito bem (pelo menos desta vez) e disse que não era urgente que ele esperava. Apesar de tudo, ele é uma boa pessoa. Pode parecer que eu mordi e agora estou assomprando, mas não é isso. Agora estou em paz, e já posso voltar a ter uma relação estável com ele. Além do mais, ninguém entende português no colégio (espero que ninguém pense em usar o tradutor do google), só o Luis e a Rita, mas é bem capaz de que eu conte a eles também.

     Ah! Quase esqueci dos aniversários da última semana. Dia Dois foi o aniversário de Bê!! Ela sabe o quando gosto dela, nem preciso escrever muito. Dois dias depois foi o meu aniversário. O dia do meu anivérsario eu acordei as 11h, fiquei acordado até as 14h, e voltei a dormir. Meu roommate, Muhammed, planejou uma festa surpresa pra mim, que não deu certo. Ele chamou um pessoal para vim aqui as 16:00 e estava trazendo um bolo. As pessoas chegaram, mas ele perdeu o ônibus, que só passa de duas em duas horas. Eu fiquei sem saber o que fazer. Não tinha comida para oferecer, não tinha festa para se animar. Ficamos conversando um pouco, até pelo skype. Eles tiveram que ir as 18:30, para não perdeu o último ônibus. Mido (Muhammed é muito grande, e o colégio tem três! Então chamamos ele de Mido) chegou as sete. Mas tudo bem, o que vale é a intenção. Ele esqueceu do bolo, e Mattia tinha um panetone de chocolate, que ganhou de Natal, especialmente da Itália. Nós colocamos uma vela e virou meu bolo (estão vendo? Ele não é má pessoa). Assistir uns filmes e fui dormir. Mas a comemoração do meu aniversário foi mesmo ontem. Fui passar o dia na casa dos Bruces, minha antiga host familly. Quando eu contei a história a Julie, ela disse que não era possível que eu não tivesse um bolo de aniversário. Entao, preprarou um jantar especial e fez um bolo delicioso para mim! Cantamos parabéns e, devido ao horário, eu acabei dormindo lá. Eles são simplismente fantásticos!

      Enfim, acho que já escrevi demais (já está virando clichê, sempre escrevo demais). Tenho que voltar para senzala agora. Meus homework me esperam... Abraços a todos!

PS: Bruno me lembrou do aniversário de Du, que foi ontem. Eu esqueci de colocar aqui, mas eu liguei pra ela ontem, e dei meus parabéns!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Você pode até sair da Bahia, mas a Bahia não sai de você!

Axé!

     Eu perdi meu relógio e acho que com ele se foi minha noção de tempo. Um mês! Nem eu acreditei quando olhei pro calendário e vi December 27, 2009. Um mês que não apareço aqui nem para dizer um Oi. Peço perdão por isso. E olhe que nesse mês que passou muita coisa aconteceu... Acho que o tempo aqui passa mais rápido: dias se tornam semanas, semanas se tornam meses, meses se tornam anos. Mas quem é vivo sempre aparece, não é isso que diz o ditado? Pois bem, aqui estou eu para contar um pouco mais da baianidade que se instalou na América do Norte. Porque você pode até sair da Bahia, mas a Bahia não sai de você. Não sei a origem exata dessa frase, entretanto eu posso me considerar como exemplo. Mas isso é assunto para mais tarde.
    Já sabem as regras do jogo, não? Não prometo ordem cronológica nos fatos, e só escrevo o que minha mente permite lembrar e minhas mãos decidem escrever. E antes de começar, gostaria de desejar um (atrasado) Feliz Natal a todos! Feliz ano novo vou desejar no final do post, já que esse ainda não terminou. Então, como está descrito acima, vamos narrar “toda baianidade que exite em experiências ao norte do continete”.

Muito tempo atrás, numa terra distante...

     No último post eu prometi algumas fotos, essa virão ao final. Vamos começar com o último Regional Day do ano, que aconteceu “ à quatro domingos atrás. Creio que já descevri o quão impressionante são os Regional Days, assim o que é o evento em si (se estiver boiando, volte alguns posts). Mas antes eu descrevia o show com uma perspectiva de platéia, mas agora falo com “os olhos do palco”. Foi realmente explêndido participar, mesmo que eu tenha exagerado um pouco na dose (cinco perfomaces), mas eu precisava me exceder um pouco para compenssar os outros shows, em que não participei de nada, e agora vejo o quão burro fui. Mas sempre fica a lição, não é verdade? E no mais, o resultado foi positivo.
     A semana seguinte ao Regional Day foi praticmante a última semana de aulas antes do Winter Break, o que é equivalente ás férias de Julho ai no Brasil. Digo “praticamente” porque na semana seguinte viriamos a ter Block Week, uma semana em que cada bloco tem 2 horas e meia de duração e os professores geralmente usam para algo especial, como aula em laborátorio, testes ou para passar filmes. Se você está se perguntando “que porra é bloco?”, não se preocupe, vou esclarecer. As aulas aqui são organizadas em “blocos” e “dias”. O blocos vão de A à H e o dias de 1 até 7. Em cada dia temos 4 diferentes blocos. Como só temos cinco dias de aula durante a semana, temos que lembrar o dia. Por exemplo, numa segunda que for dia 1 eu tenho bloco A, B, C e D. Mas numa outra segunda feira pode ser dia 4, aí eu tenho bloco G, F, A e B. Num posto remoto eu publiquei minha Agenda, se não entedeu, só voltar um pouco. Enfim, no Block Week cada dia nos temos só dois blocos, um das 8 às 10:30 e outro de 13:00 às 15:30. Essa semana é bastante estressante para os segundos anos, porque eles geralmente tem testes em todos os blocos. Para mim foi bastante tranquilo, já que não tive teste nenhum. Em Física e Química tive Lab; em Inglês tive debate; em Mate tive um desafio que temos que entregar quando voltarmos, o qual eu não entendi porra nenhuma (desculpem o “porra” pela segunda vez), mas ainda tenho tempo para estudar o tal; em História tive um filme super chato (não vou negar que dormi); em Teoria do Conhecimento tive filme, dessa vez eu fiquei acordado; em Self-taught tive uma simulação do exame do IB, e tivemos que escrever um ensaio em uma hora e meia sobre um trecho que recebiamos, tanto o ensaio como o trecho foram em português.
    Além disso, no último mês eu me tornei bastante próximo de algumas pessoas aqui no Pearson. E percebi isso no dia em que estavos saindo do campus para o Winter Break. Eu não gosto de despedidas (acho que ninguém gosta). Eu não dormi no dia em que estavamos saindo. Eu terminei de fazer minhas malas quase meia-noite, e o primeiro onibus iria sair às 3:30. Lee Qi (Cingapura) então perguntou, para quê dormir? Vamos assistir filmes! E assim assistimos Aladim, Procurando Nemo e Era do gelo. Pausampos os filmes às 3:30, 5:30 e 7:00, horário em que os ônibus partiam. A cada partida ia um pedaço de mim com eles... O meu onibûs saia as 9:30, e era o último, depois só iria sair às 10:00 uma van com uns 10 alunos. Sinto falta de faz meleira na cozinha com Rita, fazendo piadas dos outros em português e nínguem entender, só eu e ela; sinto falta das sextas à noite quando minha casa tinha “sessões de cinema” no Dayroom; de fazer piadas sobre países com Denyse e Radu; de pertubar Pete; do meu quarto e meus roommates; de jogar Jengo com Demi, Kenta, Pete, Denyse e um monte mais de gente no Dayroom; dos latinos...Mas não pensem que estou triste, até porque minha host family é o máximo! E tudo isso faz parte da experiência.
      Estava eu escrevendo aqui quando recebi a mensagem do Facebook: “Kenta marcou você em uma foto”. Quando abri vi que foi quando fomos patinar. Isso mesmo, você não leu errado. Patinar. Agora imagine eu, que so via gelo quando abria a geladeira, patinando? Mas foi muito massa! Resultado: 15 quedas e hematomas por todo o corpo, mas super feliz! (foto ao fim do tópico)
     Enfim, duas sextas atrás eu desembarquei na casa dos Bruces. Eles são o máximo! Minha Host Mom se chama Julie, meu Host Dad Normam. Tenho um host brother, Alan, e uma host sister, Claire, com 16 e 15 anos respectivamente. Claire tem parasilia cerebral e anda e fala com dificuldade. Mas eu acho que não poderia estar numa família melhor. Me sinto em casa aqui. Eles trabalham com excursões e têm o escritório aqui mesmo na casa. E o melhor: eles adoram conversar, adoram passear, e são super legais! Antes eu não morava no Canadá, eu morava no Pearson College. Mas agora eu posso dizer que moro no Candá! Eles nos levam para conhecer tudo em Victoria, e nos contam a história de todos os lugares, mesmo que ele seja britânico e ela de Ontario. Tenho um pearsonite (como chamamos os estudantes do Pearson) comigo: Mattia, da Itália. Ele é gente boa, mas estuda demais.
   Na noite de Natal tivemos um jantar aqui com alguns amigos da família. Depois fomos assistir 2012 (um filme super Natal). Durante o jantar eu conectei o skype e vi a festa de Natal da minha família no Brasil. Foi super legal puder falar com todo mundo. Por falar em filme, alguns dias atrás eu fui num IMAX, um tipo especial de cinema. O único adjetivo com que posso “descrever” a experiência é “indescritível”. A tela é dez vezes maior que uma tela de cinema normal! Durante o filme (que foi horrível por sinal, mas nem liguei) parece que você está dentro da tela. É incrível! Eu quase babava quando Mattia me disse “fecha a boca!”. E aliás, esse últimos dias eu assisti bastante filmes. A internet aqui é um sonho, baixa a uma média de 2 MB por segundo. Eu estou fazendo uma coleção no meu pc. Já temho todas as temporadas de Prision Break e pretendo baixar Lost e Heroes. O problema vai ser achar tempo para assistir... E como se já não fosse o bastante, minha Host Family me deu de presente a primeira temporada de Jericho, outra série super massa! Ontem fui dormir as 3 da matina assistindo.
      Outro fato interessante foi o “boxing day”, uma liquidação que acontece no dia depois do natal. Eu fui fazer umas comprinhas, não podia perder o preço baixo! Mas eu acho que toda a cidade pensou a mesma coisa. Tinha FILA para entrar nas lojas! Nos corredores dos shoppings centers você não podia parar, senão era levado pela “maré de gente”. Se tivesse ouvindo Ivete eu ia me sentir no carnaval com ar-condicionado.
Antes de terminar eu gostaria de explicar porque sou um exemplo de que “você pode sair da Bahia, mas a Bahia não sai de você”. Como vocês imaginam que foi o dia de Natal aqui? Branquinho de neve, não? NÃO! Parece que eu trouxe o Sol comigo, mas o calor ficou. Um dos poucos Natais em que não neva aqui. O maior Sol, e um frio da porra. Se é para sentir frio eu prefiro ver neve! Vou ter que esperar mias um ano...

     Enfim, acho que por hoje é só. Não vou prometer voltar, porque da última vez que o fiz voltei depois de um mês. E, se eu não postar esse ano mais, FELIZ ANO NOVO! E até um dia...