domingo, 13 de fevereiro de 2011

Embarrassment, my second name.

    Estive doente esses últimos dias e na entre quinta e sexta eu dormi 20 horas! Melhorei e no sabádo estava quase bom quando, para aproveitar o sunny day, decidir andar de bicicleta. O tempo mudou, caiu uma chuva da porra eu fiquei super molhado e a gripe piorou. Ningúem gosta de ficar doente, é claro. Mas aqui é ainda pior. Você para, mas a Pearson Life nem desacelera. Deadlines não mudam, aulas continuam, você tem que catch up depois, professores sempre acham que você está fazendo corpo mole, a nurse te dá umas 300 pílulas diferentes (que eu nunca tomo), rehearsals para o One Word ficam cada vez mais longas... Ah! I HATE TO BE SICK. Mas tem o lado bom també; meus amigos fazem de tudo para me ver melhor... sacrificam o seu precioso time para assitir um filme comigo, para fazer um chá milagroso que cura tudo (todo mundo conhece um), para me visitar e ver se eu melhorei... Enfim, being sick is not so bad after all.
     Na Sexta eu assisti o filme "Into the Wild" (Na Natureza Selvagem), um filme lindo! Uma verdadeira obra de arte. Mas muito, muito triste. Eu já estava doente, chorei bastante no filme, aí fudeu tudo. Fui jantar e todo mundo me parava pensando que eu estava "about to collapse", como um amigo meu disse. Pelo menos eu tive uma desculpa, "I am just a bit sick", eu dizia. Na verdade, meus olhos estavam inchandos do filme, que me fez bastante homesick.
      Mas esse não foi meu embarrassing moment of the week. O título desse post se deve a um fato que aconteceu na quarta passada. Creio que já expliquei como as quarta-feiras funcionam aqui, mas não custa relembrar: toda quarta as aulas são menores e na pela tarde nós temos International Affairs ou Village Meeting em vez do último bloco. Em uma das quartas não tivemos nada, free time! Mas na quarta passada tivemos os dois, International Affairs and Village Meeting, o que uma pain in the ass. Então... geralmente na Village Meeting (VM) nós discutimos algums problemas na comunidade e procuramos soluções (tipo um parlamento onde todos têm o direito de falar). Ás vezes funciona bem, e é muito bonito de presenciar. Ás vezes não vai tão bem e se a VM se torna numa luta livre por atenção e ego. A VM funciona assim: os problemas são apresentados, a comunidade é divida em grupos, chamados de open spaces, e os problemas são discutidos nesses grupos. Então, todos se reunem novamente e os lideres do open sapces apresentam os pontos relevantes e então toda a comunidade discute. E foi quando estavamos nos dirigindo ao open sapces que eu decidi ir ao banheiro (estive sentado por horas e precisava mijar). No caminho encontrei a Farah (uma menina da Jordania) e pedi para ela segurar meu caderno na porta do banheiro enquanto eu ia fazer minhas necessidades. Assim que eu entro banheiro encontro o Mido (Palestina) e o Kenta (Japão), dois super amigos meus, um é o meu companheiro de quarto e o outro já foi meu companheiro de quarto. Os banheiros aqui são tipo de shopping, onde tem várias pias com o espalho e no fundo os vasos, com separados por portas e tal. Eu fiz minhas necessidades, dei descarga e falei pro Mido:
     - Man, I just peed a liter of urine. (Eu mijei um litro de urina)
    Ele me mandou calar a boca "pxxiii". Mas eu não estava satisfeito e falei)
     - My ass hurts from the biking yesterday, dammit! (Minha bunda está doendo por causa de bicleta)
     Assim que eu falo isso, o professor de Economia abre um das portas. Ele estava lá o tempo todo. Eu morri de vergonha, mas achei engraçado e começei a rir, super alto com o Mido e o Kenta. Mas logo ao lado do banheiro estava acontecendo um dos open spaces. A Farah percebeu e bateu na porta do benhiro para nós calarmos a boca, porque todos nos ouviam. Assim que ela bateu, o professor abriu a porta do banheiro, e parecia que ela estava querendo entrar. Como se já não fosse o bastante, quando saímos todos estavam olhando para a gente com aquela cara de repreensão pelo barulho. E do jeito que saímos, pareceia que a Farah estava no banheiro com a gente. Eu não tinha onde meter minha cara. Fui para outro open space. Sim, embarrassment is my second name.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carpe Diem

Parece ontem que eu escrivi aqui pela última vez, mas ja foram quase dois meses! Muita coisa aconteceu nesses últimos meses, e muita coisa acontecerá nessese últimos meses de Pearson. Ainda não parei para pensar o que vem depois, estou meio que no Carpe Diem esses dias. Procuro não pensar muito no que está por vim, mas no que está sendo agora. Mas alguns dias você para (acento?) e pensa o que poderia ter sido. Semana passada saiu o resultado da UFBA, e estou super feliz por todos que passaram, e queria ter corpatilhado esse momento com Lua, Jura, Flavio, Mari, Guinho, Luisa e todos os meus amigos que agora são universitários (wow!). Mas como o professor de economia daqui falou, tudo é uma questão de opportunity cost. Perdi alguns momentos, mão ganhei outros.
     E esses outros momentos se resumem numa partida de baralho com o Marc (Alberta), a Marissa (Alberta) a Lorena (Paraguay) e o Ghazi (Jordania) numa noite de quarta-feira quando todos estão super ocupados. Se resumem também nos momentos que ficarão da minha viajem a Alberta, a verdadeira parte do Canadá: passar ano novo num lago congelado e com -25C de temperatura; aprender a skiar numa manhã, pensar que já e o cara do ski, ir para o topo da montanha, se arrembentar todo e não andar direito por 3 dias; comemorar meus 18 anos num bar comunista no Canada e esperar horas na fila para poder entrar; discutir um filmes horas com a familia da Marissa após assiti-lo; passar 3 semanas com uma familía maravilhosa que fez sentir em casa, e não querer voltar pro Pearson depois do break; trocar de casa 5 vezes em tres semanas e conhecer lugares maravilhos...
     Sim, eu estou bastante feliz aqui. Não quero dizer que não tenho problemas, e que aqui seja tudo uma marivilha e que eu não sinta saudade de casa. Sim... mas como eu disse, estou meio Carpe Diem esses dias e quero aproveitar o maximo ate que Junho chegue, e minha vida mude completamente, again. Vou tentar o máximo escrever mais aqui, mas é dificíl. Quero compartilhar todos esse momentos com todos voces, mas e dificil achar um momento para escrever.
     By the way, essa semana que passou foi a semana que eu deveria estar em casa. Aniversário de brow, de mainha, de minha tia e de minha madrinha e o festival de verão. Opportunity cost, again! Mas muitos anos ainda virão... e eu vou me preocupar agora com o One World (expliquei num dos posts do ano passado) e passar mais tempo com meus amigos. Here I go again....


PS: Na quinta passada, tivemos o challenge day, um dia que voce tinha que fazer algo que te challengiasse (nao sei como traduzir, desculpa). Eu andei 115 km de bicicleta! Estou aprendendo a tocar o piano e a dancar uma danca tradicional Ucraniana. Como diria Lua, 'to cheio de talentos...' 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

The Dark November...

    E o "Zé" não vai ser presidente do Brasil. É como dizem, entre os males, o menos pior. Mas hoje não quero falar da política. Para ser sinceiro (eu não espero de você mais do que educação...beijos sem paixão, crimes sem castigo, apertos de mão... apenas bons amigos...), eu não tenho um motivo em especial para escrever aqui hoje, mas tenho que aproiveitar meu free time, já que ninguém vem para o meu Math Tutoring. Não sei se já contei, mas eu sou um Math Tutor (literalmente, Tutor de Matemática), mas ninguém nunca vem para ter tutoring comigo! Esse é o meu student job, uma espécie de trabalho que todos estudantes têm aqui no Pearson. Ano passado eu era Lab Assistance, ou seja, eu basicamente lavava toda os materials que o pessoal usava no laboratório todas as aquintas. Era super chato! Estou muito feliz com meu novo trabalho. Quando alguém vem (o que não aconteceu até agora) eu faço algo que gosto. Quando ninguém vem eu geralmente estudo um pouco ou fico vendo alguns clipes no youtube. Então, não se surpreendam se toda quinta a noite eu escrever aqui. 
    Falando sobre matemática, minha dias estão se tornando cada vez mais 'matemáticos'. Alguns de vocês sabem que eu tenho dois cursos de Matemática, um Higher e um Further (Higher é matemática avançada e Further é ainda mais avançada) e minha monografia é em Matemática. Mas não estou reclamando. Eu até que gosto. Tenho que aproveitar a oportunidade! Aliás, semana passada eu fiquei super feliz quando minha professora de Inglês disse que eu escrevia muito bem e que eu era um aluno brilhante (olha o ego...), mas eu fico super tímido quando alguém me elogia. Eu parecia um idiota na frente dela dizendo "ok... yeah... thanks... ok... yeah... thanks...".
    Além disso, nenhuma novidade. Eu estou me sentindo super bem e bastante feliz. Mas de vez em quando me dá uma tristeza quando eu vejo algumas pessoas aqui super deprimidas ou estressadas, especialmente por causa de universidades. As vezes eu tenho um felling que alguns alunos até matariam para ir para uma boa universidade. Cada dia que passa eu fico mais feliz que estou indo fazer universidade no Brasil e não preciso "ser parte do sistema", se vocês me entendem. Outra coisa que é muito trsite de ver é a situação financeira do Pearson. Nós estamos falindo. O Direitor está tentando salvar nossas finanças, e algumas medidas que ele tem que tomar são bastante deprimentes, mas necessárias. Não sei se cheguei a citar, mas o número de primeiros anos diminuiu para 80 esse ano. E ano que vem teremos 80 novamente. Ou seja, o colégio só terá 160 alunos em vez de 200 e o indície de europeus e canadenses só faz cresecer, já que os comitês nacionais deles podem bancar a bolsa. Alguns professores estão sendo "convidados" a sair. Ontem eu descobri que prossefor de História não vai ensinar mais ano que vem aqui. Fiquei bastante trsite. Ele gosta do Pearson e é um bom professor. Mas eu espero que as coisas mudem. Minha parte eu vou fazer: vou doar pro colégio assim que eu tiver um salário eu algo parecido. Mesmo que pareça irrelevante, como 10 dolares por mês. Imagine se todos os alunos fizessem isso? É aquela velha história de que "de grão em grão a galinha enche o bico"
     Anyways, desculpem peló tópico boring de hoje, pelas palavras em Inglês e pelo trecho de Engenheiros do Hawaii. Eles vem naturalmente e não estou no clima para mudar. E boa sorte a todos os meus amigos que estão fazendo o Vestiba por esses tempos! Ou como diria Jura, "não boa sorte, sucesso!". Inté!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Project week

"As lógicas de poder fazem do Brasil um país um pouco estranho neste particular, é que no fundo não há partidos, há grupos de interesses, alianças, que se fazem e se desfazem consoante as conveniências, Há uma éspecie, não chamar de, digamos 'caciques', mas há qualquer coisa que vem, digamos, na linha do 'caciquismo', que é o influente político que não sabe muito bem por que que ele ganhou aquele poder, mas a verdade é que o ganhou"

José Saramago

     Essas sábias palavras de Sarmago (que para mim é um dos maiores intelectuais da língua portuguesa) descrevem o que eu sinto por essas eleições que estão ocorrendo. Sei que não estou no Brasil para realmente saber o que se passa, mas o que eu recebo pelo e-mail e o que vejo nos sites de notícia não me alegram muito. Parece que a mídia quer beatificar Serra. Ate agredido (assim como a papa) ele 'foi'. Como diria me mãe, me faça uma garapa! E a Dilma, como diz o Saramago, nem sabe muito bem como é que ganhou tanto poder, mas a verdade é que o ganhou. Eu estava meio sad porque não pude votar esse ano. Mas esse segundo turno me fez sentir um pouco mais feliz por não estar envolvido nesta sujeira. Ter que voltar em Dilma para impedir que Serra o os tucanos voltem ao poder é bastante triste. Pelo menos a Marina não me decepcinou em apoiar o coitado agredido e nem a fantochizinha. O que eu realmente queria ver no cenário político nacional era o Cristavaum Buarque candidato de novo. Ele foi o único que colocou educação em primeiro lugar. Infelizmente, nem todos conseguem ver que essa é a solução. É difícil de acreditar que a discussão neste segundo turno está em torno do "aborto" ou de uma pedrinha que caiu na careca do Serra. A minha frustação no tópico passado sobre não poder votar nesta eleição passou. Na verdade, como disse, prefiro ver de longe a nossa democracia.


     Mas eu não vim aqui só para falar de política. Anteontem começou o Project Week (eu escrevi sobre o project week num dos primeiros tópicos) e eu não poderia estar mais feliz! A semana que antecedeu o Project Week foi super, super intensa. Latin America Regional Day, Further Math Test, Math Higher Assignment, Independent Project, History Essay, English Exam, Tango practice, Physics Lab, Chemistry Lab, Chemistry Exam. Todos em cinco dias. Eu durmi menos de cinco horas por dia durante uns três dias, por causa do Dia Regional da América Latina e dos Independent Projects (peças que os alunos de Teatro têm que produzir, e que eu resolvi atuar, em duas peças). Capoeira e Samba foram o maior sucesso! Aparentemente, a música Chora me Liga é super famosa na América Latina. As peças, que foram numa Terça e numa Quinta, tomaram quase toda minha noite! Memorizando linhas, vendo o lugar no palco que eu devo entrar, sair, que emoções eu tenho que tranmitir... Can you imagine me doing that? Nem eu. Durante as práticas eu fazia meus deveres, que não eram poucos, e estudava para meus testes, que foram três durante a semana. Na quarta eu não guentei a pressão. Adoeci e não fui para as classes, eu precisava dormir. Estava me sentindo super, super cansado. Na sexta de tarde, depois de mergulhar, eu senti como se eu estivesse carregando o mundo em minhas costas, e alguém o tirou. Eu fui um pouco culpado, me envolvi em muitas coisas. Acho que isso acontece com a maioria dos alunos UWC. Mas e eu sobrevivi. 
    Mas a pressão não acabou. Durante meu project week eu tenho que terminar meu EE (tipo uma monografia), o pesadelo de todos os IB students. Mas estou mais preocupado em me divertir essa semana. Acho que eu já falei sobre os três pilares da UWC: domir, socializar e estudar. Dentre esses, você só pode escolher dois. Semana passada eu não dormi. Essa semana não irei estudar. Sempre escolho socializar, afinal de contas, onde mais eu vou encontrar 200 pessoas que veêm de 100 nações diferentes? I better enjoy it!

PS.: Estou super feliz de saber que duas pessoas leêm as besteiras que eu escrevo aqui (sem contar os meus familiares e amigos). E boa sorte a todos os candidatos do processo seletivo deste ano. 

domingo, 3 de outubro de 2010

Why Not?

     Lembro da eleição de 2002 quando eu fui todo de vermelho votar com meus pais no Luis Viana e pensei "quando eu tiver 17 votarei". Pois o dito dia veio e, ironicamente, eu não pude votar. Mas isso não me impediu de "participar" das eleições. Adoro discutir política, e fiquei ligado o dia todo na Band acompanhando os resultados em todo o Brasil. Pensei que a Dilma levaria no 1 turno, mas a história não foi bem essa. E não acredito que isso seja uma vitória do Serra, muito pelo contrário. Ele só teve o "terço" que sempre lhe foi dado. Nada mais do que isso (thanks God!). O que me surpreendeu foi o desempenho de Marina, que teria meu voto se eu pudesse votar. Ainda acredito que ela será nossa "presidenta" e espero que Serra leve o que Maria ganhou no beco.
   
    Mas o que me fez voltar a escrever aqui não foi a "festa democrática" brasileira. Hoje eu decidi algo que surpreenderá a muitos: eu irei voltar para o Brasil (para fazer faculdade). Já imagino o que eu irei ouvir de "Você é louco!", "Por que está fazendo isso?", "Se eu fosse você, não voltava nunca". Mas venho pensando nisso a quatro dias e já fiz minha decisão e não irei voltar atrás. Admito que estava bastante deslumbrado com o "American Dream", mas acordei deste suposto "sonho". Durante o Summer Break, que foi Winter Break pra mim, eu hospedei a Carla Moreno, uma ex-estudante aqui do Pearson que mora em São Paulo. E em uma de nossas conversas ela me disse algo que realmente eu não tinha pensando. "Por que não voltar?". Mas eu não pensei sobre isso até alguns dias atrás.
    Cerca de duas semanas atrás, nós tivemos uma aprensentação da "Ivy League", uma organização que une as melhores universidades dos Estados Unidos. Admito que fiquei impressionado com o que vi, e estava decidido a aplicar para Universades na terra do Tio Sam. Minhas notas aqui são suficientimente boas para entrar numa universidade boa e com bolsa. Estava unido o útil ao agradável. Me inscrevi para o SAT (uma espécie de vestibular americano, mas que não é o único critério para entrar numa universidade) e já conversava com meus amigos sobre qual seria a melhor opção para aplicar, Havard, MIT ou Columbia. Mas não faz muito tempo que aquela conversa que tive com a Carla veio a mente. E eu pessei se era isso mesmo que eu queria. Como um bom nerd, eu fiz minha lista de "vantagens" e "desvantagens". Mas não serviu para nada, a dúvida ainda persitia. Foi quando eu comecei a lembrar de um antigo sonho que eu tinha quando era criança, estudar no ITA. Desisti do "sonho" quando eu descobri que minha base academica era fraca e que eu precisava ser fluente em Inglês para entrar no ITA. Mas nós últimos meses as coisas mudaram. Minha base acadêmica não poderia ser melhor e estou vivendo num "mundo" Inglês tem quase dois anos. As barreiras foram quebradas, e o "sonho" viurou "possibilidade". Descobri algumas outras universidades que também são muito boas, como o IME e a UFScar. Então pensei, "Why not?".
    Claro que se eu fosse para os Estados Unidos minha expêriencia acadêmica seria totalmente diferente, e meus planos económicos pro futuro seriam muito mais altos. Mas a vida não é só sobre dinheiro, e a cada dia que passa eu fico mais convencido disso. Além do mais, eu estarei trabalhando para o meu país. Não quero parecer xenófobo ou algo parecido, mas eu tenho certeza que o Brasil precisa muito mais de Engenheiros do que o Estados Unidos. Eu acredito no meu país, e (me desculpem a "deselegância")  eu realmente sinto vontade de mandar muita gente pra puta que pariu quando eu ouço coisas do tipo "Por que vai ficar aqui num país de terceiro mundo?" ou "Nosso país é uma merda, se eu tivesse essa oportunidade, não voltaria nunca". Besides, eu estarei perto de casa. E isso é algo a se considerar, e muito. E essa não é minha última oportunidade de ir para a terra do tio Sam. Posso muito bem fazer uma pós-graduação lá. Minha decisão já foi tomada. E tenho certeza que terei apoio daqueles que estão torcendo por mim.
     Vou voltar para a terra que tem Palmeiras onde canta o sabiá. E estou muito feliz com minha decisão. E não me entendam mal com esse tópico. Sei que não vai ser nada fácil entrar na universidades que eu quero. Vou ter que estudar bastante para isso.
    There is nothing like Home!

    E, só a título de curiosidade, agora eu sou um Queen Fan. Freddie Mercury é simplismente fantástico!
    Inté a próxima.

PS.: Vou ter que estudar Português bastante...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu acredito.

    Estou de volta ao gelo desde do dia 27 de Agosto. Ou seja, 21dias no hemisfério norte. O Sol apareceu na primeira semana até consegui pegar uma corzinha. Mas a ilusão não durou muito. Logo logo começou a chover e não vão parar até o ano que vem! Esses dias estão sendo bastante “intensos” (isso foi o mais eufemístico que eu conseguir ser).
     Mas enfim, minha mensagem aqui hoje é um pouco diferente. Eu criei o blog na intenção de escrever aqui como se fosse um diário; atribuir palavras às lembraças, algo que não parece muito difícil. A príncipio, eu pretendia escrever pelo menos uma vez ao dia, algo que consegui nos primeiros dias. Mas minha experiência aqui foi ficando cada vez mais intensa. As lembranças eram muitas, e o tempo era pouco. Ou melhor dizendo, as lembraças continuam muitas e o tempo só vez diminuir. Você deve estar se perguntando “Aonde você quer chegar com isso?” (se existe um “você”). Bem, o que quero dizer é que eu geralmente não escrevo sobre o verdadeiro propósito que me trouxe aqui; sobre o movimento o qual eu faço parte; sobre a minha experiência na sua essência. (Espero que vocês estejam entendendo o que escrevo, pois o Português ás vezes some de minha mente, especialmente quando estou falando do Pearson, onde as lembraças me veem todas em Inglês)
     Mas algo aconteceu ontem e eu não posso perder a oportunidade de falar desse propósito, desse movimente, desse modo de vida que eu escolhi. Como alguns de vocês sabem, a UWC (United World Colleges, Colégios do Mundo Unido) é uma associação sem fins lucrativos que envolve 13 colégios no mundo. Em cada escola, 200 alunos de 100 diferentes nações convivem juntos num ambiente desenvolvido para criar a paz e a compreensão entre os povos. (se quiser saber mais, visite os sites uwc.org.br e uwc.org). O colégio que eu estudo é o Pearson College of the Pacific, no Canadá. Todos os alunos aqui têm bolsa integral, desde do mais rico ao mais pobre.
      Creio que muitos de vocês já sabiam de tudo isso que falei até agora. Mas quanto de vocês realmente acreditam que existe uma possibilidade de paz e compreensão Internacional? Quanto de vocês acreditam que o Pearson realmente contribui para essa paz e compreensão? Vocês acham que paz é algo sural e idealista? Se a resposta foi sim para a última pergunta, repensem. Porque paz e compreensão internacional é possível sim. E não vou falar dos judeus e arábes que são super amigos aqui, e nem dos chineses e japoneses que se casaram. Vou contar um fato que ocorreu ontem, uma das experiencias mais bonitas em toda minha vida. Algo que irei levar no meu coração sempre e que irei contar a todos que puder até que eu não possa mais falar.
     Infelizmente, a origem de uma experiência tão bonita foi  um fato triste: a morte. O pai de uma das alunas morreu na semana passada. Ela já estava “esperando” essa notícia, já que o pai estava em coma por mais de três meses. O colégio então resolveu fazer uma cerimônia para homenagiar o pai da aluna e para dar apoio nesse momento dificil. Como a tal aluna é catolíca, a tal cerimônia foi uma missa. Todos foram convidados para tal missa, que ocorreria as 19:00. As sete em ponto, lá estava eu no LLT (um mini-teatro que tem aqui). A minha esquerda estava Muhhamed, um mulçumano. A minha direita, Aneri, que é Hindu. Na minha frente, Itamar, um judeu. Budas, Ateus, Católicos, Protestantes... Naquele momento nada importava. Todos eramos HUMANOS. E todos sentiam a dor da nossa colega. Se o ritual católico não era comum a muitos ali, as lágrimas em era algo que todos compartilhavam. Era como se guerras nunca tivessem existido, raças e cor da pele nunca tivessem sido levados em consideração, preconceito fosse uma palvara que não existia. E meus olhos confirmaram algo que a minha lógica hesitava em acreditar: PAZ É POSSÍVEL. Nós podemos sim viver todos SEM CONFLITOS. Eu acredito.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010