segunda-feira, 8 de março de 2010

Às mulheres de minha vida.

Axé!

      Começo com aquelas velhas desculpas por passar um bom tempo sem escrever aqui. Os motivos são os mesmos de sempre, leiam os posts anteriores e descobrirão quais os são. Mas tenho que aproveitar que comecei, porque tenho muita coisa para falar, pouco tempo pra escrever. Na verdade, eu até estou com um “tempinho” agora, já que tenho que comprimir ar nos tanques de mergulho, o que me toma pelo menos duas horas. Para falar a verdade, eu não comprimo porra nenhuma. Eu só os conecto na máquina e ela faz todo o trabalho enquanto eu fico olhando para a cara dela até a criatura gritar. Então eu desconecto os tanques, limpo a sujeira e coloco outros tanques. Cada par me toma pelo menos vinte minutos. Está aqui resumido como comprimir tanques de mergulho em tres linhas! Enfim, não é para falar disso que vim aqui hoje. Muita coisa aconteceu nesse mês que passou (será que foi mesmo um mês?), e aqui estão os meus contos de Fevereiro.

     O post anterior referiu-se a minha irmã, como vocês sabem. Poucos dias depois, no dia quatro de fevereiro, foi o aniversário de outra mulher que é a mais importante de minha vida, porque foi ela que me trouxe ao mundo. O que falei no post passado sobre minha “dificuldade emotiva” e como ela se transforma quando se refere a minha irmã, aplica-se perfeitamente quando tenho que falar sobre minha mãe. É a face dela que eu sonho todas as noites. É a voz dela que eu ouço todos os dias. Não quero escrever muito, porque sei que ela vai chorar mil vezes mais do que as palavras que escrevo. Mas sei que ela chora de alegria, de amor. E por isso eu escrevo. Todo mundo que têm mãe acha que a sua é a mais estressada do mundo, e é claro que eu penso mesmo sobre a minha. Mas acredite, faz falta. Porque para mim amor de mãe é o mais bonito que existe. É claro que mãe também erra. Mas qual é o filho que não perdoa uma mãe? Ou melhor dizendo, qual é a mãe que não perdoa um filho? Enfim, eu só quero te dizer que te amo muito, muito mesmo! Sou muito orgulhoso de ser seu filho. Não vejo a hora de te dar um abraço e ouvir o que pra mim é a frase mais linda do mundo: “Meu filho”.

    Deu para perceber que sou bem família, né? Pois é. Para mim é a coisa mais importante que eu tenho. E gostaria de usar essa opurtunidade (parece que estou na xuxa) para desejar felicidades a todas as mulheres de minha família! Não pude ligar para desejar um feliz Dia da Mulher, mas não tenho desculpa para não escrever aqui. Também um abraço especial a todas minhas amigas! Enfim, a todas as mulheres desse mundo. Sei que elas não são muito boas no volante, mas o que seria do mundo sem elas?


      Enfim, vamos aos “causos” do mês. Já sabem que não prometo ordem cronologica e muito menos que irei contar tudo o que aconteceu, mas vou me esforçar. Desculpem se meu texto parece um pouco confuso, mas minha mente já está confundindo Inglês com Português e Espanhol. É incrível como isso acontece. Algumas palavras que eu uso muito no meu dia-dia já estão em inglês no “automatico”. Além do mais, meu português é restritro a um Caipira, um paulista e uma portuguesa, o que torna as coisas bastante difíceis. Mas minha baianidade ta no sangue e eu nunca vou perder meu ‘dênde’.

     Vou começar pelos fatos mais recentes, que estão mais frescos. No último fim de semana de mês passado eu fui para Vancouver. Eu estava tentando ir a um bom tempo já, mas nunca dava certo. Para falar a verdade, eu nem pensei que iria antes das Olimpíadas acabassem. De ver algum jogo eu já tinha desistido a muito tempo, já que os ingressos eram “um pouco acima” da minha capacidade. Só para vocês terem uma idéia, o ingresso para a final do Hockey Masculino estava somente 13,000 doláres. Mas não se espante não. Aqui “camelô” (se é que podemos usar esse vocábulo aqui) vende jaqueta do Canadá por 150 doláres. Mas enfim, não quero falar daquilo que não nos convém ($). O importante é que eu presenciei a festa, o momento. A viajem daqui pra Vancouver durou 5 horas, mesmo a cidade sendo “ali do lado”. Só pra sair do colégio e chegar no Ferry gastamos 1h30min. Usei o verbo no plural porque fui com Renata (Itália), Tsatsral (Mongolia) e Amirah (Malásia). A travessia do Ferry foram mais duas horas. Só um aviso para você que está acustumado com o Ferry Salvador-Itaparica: esqueça todos os aspectos do Ferry(ado) que temos. Se não me engano, descrevi no primeiro post o status de Transatlântico que o Ferry daqui têm. Dentro do “Ferry” tem até shopping! Tudo que você imaginar, econtra lá. Até roupa! Imagine alguém te dizendo “Que camisa bonita. Onde comprou?”, e você enchendo a boca pra responder “Comprei no Ferry!”. Parece filme de ficção científica, mas acredite, não é. Depois do Ferry (Transatlântico) ainda levamos mais uma hora e meia para chegar na casa de Emmy, uma menina que estuda aqui e mora em Vancouver. Tenho que dizer que estou impressionado com o sistema de transportes de Vancouver. Aliás, estou impressionado com tudo lá! Nem preciso dizer que uma cidade linda, porque isso vocês podem ver nas fotos. Mas como as pessoas “confiam” umas nas outras. Imagine que não tem “catraca” no metrô. Só um sinal “Área paga”. E, acreditem, todos pagam a passagem! É incrível. Ninguém checa se você tem bilhete ou não. Eu fiquei até sem graça de não pagar... não vou mentir que vontade não me faltou. Além disso, é um sistema super eficiente! Você paga 1.75 dólares e ganha um bilhete que vale por 2 horas e meia. Com esse bilhete você pode pegar qualquer transporte público na cidade, quantas vezes quiser! Digam, soteropoliranos, vocês podem imaginar isso? (Digam, mas eles não têm a nossa ginga, que eu concordo!). Passei a primeria noite no quarto-apartemento dessa minha amiga. Pensem que ela tem quarto, closet, banheiro, cozinha e uma sala no “espaço” dela. ELA TEM UMA COZINHA NO QUARTO! Ainda é difícil para mim acreditar que isso existe, mas eu não duvido mas de nada. Enfim, passei o outro dia todo explorando Vancouver, tirei muitas fotos (estão todas no meu orkut), me diverti muito! Não durmos na segunda noite, aliás, tiramos uma soneca num Coffee Shop com as malas nas costas esperando o metrô abirir (5h da manha) para voltarmos para o colégio. Mas é muita história... e como já disse, tenho pouco tempo pra escrever. Depois conto um pouco mais...


     Em algumas semanas eu vou ter meu exame oral de Português. Para tal, eu li D. Casmurro e O Auto da Compadecida para a parte 1 (se quiserem detalhes sobre o que é ‘Parte 1’, perguntem). Para parte 4 eu estava lendo Mar Morto, de Jorge Amado. Livro muito bom por sinal. Eu acabei um tempo atrás, e estava muito feliz porque só tinha que ler mais um livro, O Auto da barca do Inferno. Foi quando eu descobri que li o livro errado. Sério mesmo, isso só acontece comigo. Como a pessoa pode ler o livro errado? Agora estou com Ciranda de Pedra inteiro por ler. Se alguém quiser fazer o resumão do aprovado, estou a disposição.

     Sobre a vida aqui, tudo está indo muito bem. Tão bem que até já peido na frente de algumas pessoas. E vocês sabem o grau de intimidade que você precisa ter com alguém antes de peidar na frente dela, né? É quase que um contratro social. Depois desse momento, a vergonha vai e não volta nunca mais. Para você ter uma idéia, outro dia eu estava fazendo minhas necessidades quando Kenta (Japão) perguntou se eu tinha um tempo para ver se uma questão de Matemática dele estava certa, já que minha classe está adiantada e eu já tinha feito o dever. Eu respondi que sim, mas não esperava que ele fosse me passar pelo buraco da porta o papel e a canta. Eu tomei um susto! Até me desconcentrei. Pense ai? Aliás, nem pense. Isso não conversa pra está digitando aqui... nem sei porque o fiz.

     Claro que nem tudo são rosas. A vida acadêmica é bastante estressante, e se tornou ainda mais com o “One World”, um show que o colégio organiza. Mas o tempo passa tão rápido... Em três meses já estão de volta. Parece que foi ontem que cheguei... (quem se lembrou da propaganda da Nestlé ‘como parece, foi ontem!’?). Noite passada eu até sonhei que voltava para casa. Acordei, e quando voltei a dormir sonhei que voltava para aqui de novo. Fui e voltei numa noite só!

     Enfim, tenho muitas histórias para contar. Sobre os meninos que foram expulsos do colégio, sobre a neve que caiu hoje, sobre os mergulhos que faço toda a semana, sobre as paquerinhas, sobre os amigos... mas volto outro dia. Por hoje acho que já foi o suficiente. Antes de terminar só gostaria de dizer a meus amigos que eu não esqueci deles e pedir desculpa por não responder os scraps no orkut, eu tava meio desligado. Mas eles já estão devidamente respondidos.

Até um dia...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Joana Braga Barbosa

Axé!

    Eu realmente não tenho tempo para escrever aqui no blog. Esse mês de volta as aulas foi intenso! Como vocês devem saber pelo último post, eu só fiz comer, dormir e assistir filmes durante minhas férias, quando deveria estar estudando e fazendo meus deveres. Resultado: não tive vida na última semana. Aqui vai uma dica, sempre faça o que tem que fazer o mais cedo possível. Pensei que nunca fosse descobrir o quão importante um cafezinho pode ser em sua vida. Enfim, agora I am done! Além do mais hoje é um dia especial, mas só vou contar o porquê no próximo parágrafo, afinal de contas, esse acontecimento merece destaque.

     Hoje é o aniversário de uma das pessoas mais importantes de minha vida. Sinceramente, eu não consigo pensar em mim sem pensar nela. Aliás, eu acho que não existe um exemplo melhor do pronome “nós” do que “nós” dois. Como alguns de vocês sabem, eu não sou uma pessoa muito emotiva. Alguns amigos meus vivem reclamando que sou muito fechado. Mas quando se refere a ela, tudo muda. E escrever aqui está me fazendo chorar, mesmo que eu não o faça normalmente. Porque ela é parte mim. Eu sou parte dela. E não tem distância que separe algo tão intenso. Eu realmente sinto muito a falta dela do meu lado, dormindo a poucos centímetros de mim, mas agredeço a Deus todos os dias por ela existir em minha vida.

    Ao escrever aqui, está me vindo a cabeça todos os momentos que vivemos juntos. Todos os momentos felizes. Nós temos nosso próprio idioma, onde os olhos também falam. E, é claro, todas as brigas, que não foram poucas. Nós fomos cúmplices por toda a vida. E vamos continuar sendo pela eternidade. E nesta data tão especial, infelizmente eu não pude estar ao seu lado. Pelo menos não fisicamente. Mas todo meu amor está lá. Nós compartilhamos tudo o que eu tenho de mais importante. E este minúsculo e singelo texto não representa nada perto do que eu realmente sinto por você, IRMÃ.

     Irmã. Dizendo isso, eu não preciso dizer mais nada, porque a gente sabe o que esta palavra significa para nós. E eu te desejo toda felicidade do mundo, não só hoje, mas sempre. Eu sou seu fã número um, e nunca esqueça que você tem um IRMÃO, e que pode contar com ele para tudo o que precisar.

Amo-te muito, IRMÃ!

Seu eterno Brow.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vida boa chegando ao fim.

Axé!

     Antes de começar gostaria de desejar Feliz Ano Novo a todos! Desejo todas àquelas frases de ano novo que recebemos pelo orkut, e-mail, facebook e tudo que for possível, mas que eu nunca lembro para botar aqui. Espero que todos possam realizar seus sonhos nesse ano que está começando.

     Minhas férias já estão acabando, só tenho mais dois dias de sombre e água fresca e eu queria pelo menos mais um mês. Não fiz metado dos afazeres e, apesar de não ser mãe Diná, estou prevendo que a próxima semana vai ser bastante ocupada (para não ter que dizer foda). Mas isso não venho ao caso... tenho que aproveitar esse dois últimos dias de vida.
    Estou na minha terceira Host Family, o que não é normal para ninguém. Comecei as férias na casa dos Bruces, pessoas simplismentes fantásticas! Mas ele já estavam recebendo um estudante do México que foi passar o Natal em casa, porém estava voltando. Então, fomos para casa dos Whatsons, onde fiquei anteriormente no project week. Mas meu 2010 começou, para ser eufêmico, estranho. Na noite de Revillon fomos jantar num restaurante com os Whatsons e uns amigos, e Doug, meu host father, não se sentiu bem durante o jantar. Ele foi para a Emergência, mas decidiu voltar para casa porque estava muito cheia. Durante a madrugada ele morreu. Não sei exatamente de quê, pois eu estava dormindo e, apesar dele ter caído em frente ao meu quarto, eu não acordei. Até quando a ambulância chegou, e olhe que ela faz bastante barulho, eu continei dormindo. Tenho um sono muito pesado, principamente quando estou cansado. Mattia me acordou umas 10h e disse “It’s time to wake up” (É hora de acordar). Eu pensei que ele estava querando me pertubar e disse “Go away! I wanna sleep” (Vá embora, eu quero dormir). Foi então que eu ouvi a frase que só pensava que existia em filmes “Doug is dead” (Doug está morto). Eu dei um pulo da cama e pensei que não tinha ouvido direito, e ele repitiu “Doug is dead”. Eu não tinha tanta intimidade com ele, mesmo assim foi um choque. Quando eu abrir a porta do quarto a esposa dele estava arrasada. Dei um abraço nela e ela me pediu desculpa por eu ter que presenciar esse momento, eu disse que ela não tinha nada a desculpar. Parecia até filme, mas nessa manhã chovia aqui forte.
      Algumas horas depois o direitor do colégio foi buscar a mim e a Mattia. Passamos a manha na casa dele, que fica no colégio, e depois vinhemos para a nossa nova Host Familly, com Murg. Ela tem tipo uma pousada de frente pro Mar. O lugar é Maravilhosamente lindo! Não vou nem falar muito, vejam vocês mesmos: http://www.thelodgeatweirsbeach.com. Cliquem em Rooms, do lado direito. O quarto que estou chama-se “Sandpiper”. Depois cliquem em “360 Virtual Tour”. Mas o melhor lugar é a banheira de Hidromassagem. Eu pensei que só existia em filme e no “The Sims”, mas ela existe! Eu fui uma vez e parecia um abestalhado... Não tem coisa melhor. E não só o lugar é maravilhoso. Murg também é uma pessoa explêndida! Ela trabalha na Cruz Vermelha e ajuda tanta gente! Ela nos conta as histórias de quando foi para o Paquistão, Sri Lanka, Nicarágua e trabalhou como emfermeira nos tempos de guerra nesses países, com ela mesma custeando tudo!
      Eu não deveria estar escrevendo o que vou escrever aqui no blog, mas eu preciso falar isso com alguém. No post anterior falei que estou na mesma família que Mattia, um menino da Itália. Não sei o que eu tava na cabeça quando decidi ficar na mesma família que ele! Minha sorte é que minhas Host Family são pessoas maravilhosas. Ele não é uma pessoa ruim, mas tem horas que eu me pergunto que PORRA que ele ta fazendo aqui? Ele estuda demais, mas isso nem é o problema. Ele faz umas piadas de mal gosto e é muito incoveniente! E olhe que eu sou uma pessoa bastante paciente. Certa vez ele me diz que acha que o comitê Italiano cometeu um erro ao enviar os outros dois Italianos primeiro-anos do colégio. Segundo ele tinham pessoas mais “inteligentes”. Quem realmente conhece os valores da UWC sabe do que estou falando. Fora os hábitos alimentares desse menino. Come de boca aberta; não leva o garfo a boca, leva a boca ao prato; sabe aquele barulhinho insuportável que certas pessoas fazem quando estão comendo? O dele bate o record! As vezes quando estamos na mesa de jantar e de repente se faz silêncio, só se ouve o menino mastigando parecendo um porco. Por um momento pensei que todos os Italianos fossem assim, mas depois lembrei da ótima pessoa que é Renata, a outra Italiana e totalmente diferente. Certa feita quando estavamos na casa dos Bruce eu fui gurdar minhas coisas numa gaveta e achei uns testes de matemática do menino que estava lá. Ele foi ver os testes, que eram um desastre. Eu gosto de matemática, sei que ele também. Mas tem gente que simplesmente não gosta. Mas ele não entende isso. Até hoje faz piada do menino comigo e eu dou aquele sorriso amarelo só pra manter a paz. Mas o que me realmente extressa é quando ele decide que o dono do meu lap top. Eu gosto de ajudar as pessoas, mas tudo tem limite! Eu realmente não me importo que alguém use meu lap top quando eu não preciso. No colégio mesmo Enrique usa meu computador sempre que precisa. Ele só faz me pedir e quando eu preciso, ele me devolve. Até criei uma conta para ele, caso ele queira salvar algum documento. Fiz o mesmo com Mattia, criei uma conta pra ele. Até jogo o menino já baixou! Pedir para usar o lap top? Isso é piada. Ele pergunta onde está. A sorte dele é que eu sou paciente (já imagino Geisa me chamando de Otário). Certa vez eu disse que precisava usar MEU computador, e ele disse: “I just need to finish it. Can I use 5 minutes more?” (Eu apenas preciso terminar isso. Eu posso usar mais cinco minutos?). Eu disse que não tinha problema. O problema foi que ele levou 45 minutos! Eu quase mando ele para PQP!
     Sei que não é certo falar isso aqui. Mas eu precisa falar isso com alguém. Estava para explodir já. Da última vez que eu estava usando meu lap top e ele me pediu (observem, eu ESTAVA usando), respirei fundo e fiz uma cara de poucos amigos. Ele entendeu a mensagem muito bem (pelo menos desta vez) e disse que não era urgente que ele esperava. Apesar de tudo, ele é uma boa pessoa. Pode parecer que eu mordi e agora estou assomprando, mas não é isso. Agora estou em paz, e já posso voltar a ter uma relação estável com ele. Além do mais, ninguém entende português no colégio (espero que ninguém pense em usar o tradutor do google), só o Luis e a Rita, mas é bem capaz de que eu conte a eles também.

     Ah! Quase esqueci dos aniversários da última semana. Dia Dois foi o aniversário de Bê!! Ela sabe o quando gosto dela, nem preciso escrever muito. Dois dias depois foi o meu aniversário. O dia do meu anivérsario eu acordei as 11h, fiquei acordado até as 14h, e voltei a dormir. Meu roommate, Muhammed, planejou uma festa surpresa pra mim, que não deu certo. Ele chamou um pessoal para vim aqui as 16:00 e estava trazendo um bolo. As pessoas chegaram, mas ele perdeu o ônibus, que só passa de duas em duas horas. Eu fiquei sem saber o que fazer. Não tinha comida para oferecer, não tinha festa para se animar. Ficamos conversando um pouco, até pelo skype. Eles tiveram que ir as 18:30, para não perdeu o último ônibus. Mido (Muhammed é muito grande, e o colégio tem três! Então chamamos ele de Mido) chegou as sete. Mas tudo bem, o que vale é a intenção. Ele esqueceu do bolo, e Mattia tinha um panetone de chocolate, que ganhou de Natal, especialmente da Itália. Nós colocamos uma vela e virou meu bolo (estão vendo? Ele não é má pessoa). Assistir uns filmes e fui dormir. Mas a comemoração do meu aniversário foi mesmo ontem. Fui passar o dia na casa dos Bruces, minha antiga host familly. Quando eu contei a história a Julie, ela disse que não era possível que eu não tivesse um bolo de aniversário. Entao, preprarou um jantar especial e fez um bolo delicioso para mim! Cantamos parabéns e, devido ao horário, eu acabei dormindo lá. Eles são simplismente fantásticos!

      Enfim, acho que já escrevi demais (já está virando clichê, sempre escrevo demais). Tenho que voltar para senzala agora. Meus homework me esperam... Abraços a todos!

PS: Bruno me lembrou do aniversário de Du, que foi ontem. Eu esqueci de colocar aqui, mas eu liguei pra ela ontem, e dei meus parabéns!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Você pode até sair da Bahia, mas a Bahia não sai de você!

Axé!

     Eu perdi meu relógio e acho que com ele se foi minha noção de tempo. Um mês! Nem eu acreditei quando olhei pro calendário e vi December 27, 2009. Um mês que não apareço aqui nem para dizer um Oi. Peço perdão por isso. E olhe que nesse mês que passou muita coisa aconteceu... Acho que o tempo aqui passa mais rápido: dias se tornam semanas, semanas se tornam meses, meses se tornam anos. Mas quem é vivo sempre aparece, não é isso que diz o ditado? Pois bem, aqui estou eu para contar um pouco mais da baianidade que se instalou na América do Norte. Porque você pode até sair da Bahia, mas a Bahia não sai de você. Não sei a origem exata dessa frase, entretanto eu posso me considerar como exemplo. Mas isso é assunto para mais tarde.
    Já sabem as regras do jogo, não? Não prometo ordem cronológica nos fatos, e só escrevo o que minha mente permite lembrar e minhas mãos decidem escrever. E antes de começar, gostaria de desejar um (atrasado) Feliz Natal a todos! Feliz ano novo vou desejar no final do post, já que esse ainda não terminou. Então, como está descrito acima, vamos narrar “toda baianidade que exite em experiências ao norte do continete”.

Muito tempo atrás, numa terra distante...

     No último post eu prometi algumas fotos, essa virão ao final. Vamos começar com o último Regional Day do ano, que aconteceu “ à quatro domingos atrás. Creio que já descevri o quão impressionante são os Regional Days, assim o que é o evento em si (se estiver boiando, volte alguns posts). Mas antes eu descrevia o show com uma perspectiva de platéia, mas agora falo com “os olhos do palco”. Foi realmente explêndido participar, mesmo que eu tenha exagerado um pouco na dose (cinco perfomaces), mas eu precisava me exceder um pouco para compenssar os outros shows, em que não participei de nada, e agora vejo o quão burro fui. Mas sempre fica a lição, não é verdade? E no mais, o resultado foi positivo.
     A semana seguinte ao Regional Day foi praticmante a última semana de aulas antes do Winter Break, o que é equivalente ás férias de Julho ai no Brasil. Digo “praticamente” porque na semana seguinte viriamos a ter Block Week, uma semana em que cada bloco tem 2 horas e meia de duração e os professores geralmente usam para algo especial, como aula em laborátorio, testes ou para passar filmes. Se você está se perguntando “que porra é bloco?”, não se preocupe, vou esclarecer. As aulas aqui são organizadas em “blocos” e “dias”. O blocos vão de A à H e o dias de 1 até 7. Em cada dia temos 4 diferentes blocos. Como só temos cinco dias de aula durante a semana, temos que lembrar o dia. Por exemplo, numa segunda que for dia 1 eu tenho bloco A, B, C e D. Mas numa outra segunda feira pode ser dia 4, aí eu tenho bloco G, F, A e B. Num posto remoto eu publiquei minha Agenda, se não entedeu, só voltar um pouco. Enfim, no Block Week cada dia nos temos só dois blocos, um das 8 às 10:30 e outro de 13:00 às 15:30. Essa semana é bastante estressante para os segundos anos, porque eles geralmente tem testes em todos os blocos. Para mim foi bastante tranquilo, já que não tive teste nenhum. Em Física e Química tive Lab; em Inglês tive debate; em Mate tive um desafio que temos que entregar quando voltarmos, o qual eu não entendi porra nenhuma (desculpem o “porra” pela segunda vez), mas ainda tenho tempo para estudar o tal; em História tive um filme super chato (não vou negar que dormi); em Teoria do Conhecimento tive filme, dessa vez eu fiquei acordado; em Self-taught tive uma simulação do exame do IB, e tivemos que escrever um ensaio em uma hora e meia sobre um trecho que recebiamos, tanto o ensaio como o trecho foram em português.
    Além disso, no último mês eu me tornei bastante próximo de algumas pessoas aqui no Pearson. E percebi isso no dia em que estavos saindo do campus para o Winter Break. Eu não gosto de despedidas (acho que ninguém gosta). Eu não dormi no dia em que estavamos saindo. Eu terminei de fazer minhas malas quase meia-noite, e o primeiro onibus iria sair às 3:30. Lee Qi (Cingapura) então perguntou, para quê dormir? Vamos assistir filmes! E assim assistimos Aladim, Procurando Nemo e Era do gelo. Pausampos os filmes às 3:30, 5:30 e 7:00, horário em que os ônibus partiam. A cada partida ia um pedaço de mim com eles... O meu onibûs saia as 9:30, e era o último, depois só iria sair às 10:00 uma van com uns 10 alunos. Sinto falta de faz meleira na cozinha com Rita, fazendo piadas dos outros em português e nínguem entender, só eu e ela; sinto falta das sextas à noite quando minha casa tinha “sessões de cinema” no Dayroom; de fazer piadas sobre países com Denyse e Radu; de pertubar Pete; do meu quarto e meus roommates; de jogar Jengo com Demi, Kenta, Pete, Denyse e um monte mais de gente no Dayroom; dos latinos...Mas não pensem que estou triste, até porque minha host family é o máximo! E tudo isso faz parte da experiência.
      Estava eu escrevendo aqui quando recebi a mensagem do Facebook: “Kenta marcou você em uma foto”. Quando abri vi que foi quando fomos patinar. Isso mesmo, você não leu errado. Patinar. Agora imagine eu, que so via gelo quando abria a geladeira, patinando? Mas foi muito massa! Resultado: 15 quedas e hematomas por todo o corpo, mas super feliz! (foto ao fim do tópico)
     Enfim, duas sextas atrás eu desembarquei na casa dos Bruces. Eles são o máximo! Minha Host Mom se chama Julie, meu Host Dad Normam. Tenho um host brother, Alan, e uma host sister, Claire, com 16 e 15 anos respectivamente. Claire tem parasilia cerebral e anda e fala com dificuldade. Mas eu acho que não poderia estar numa família melhor. Me sinto em casa aqui. Eles trabalham com excursões e têm o escritório aqui mesmo na casa. E o melhor: eles adoram conversar, adoram passear, e são super legais! Antes eu não morava no Canadá, eu morava no Pearson College. Mas agora eu posso dizer que moro no Candá! Eles nos levam para conhecer tudo em Victoria, e nos contam a história de todos os lugares, mesmo que ele seja britânico e ela de Ontario. Tenho um pearsonite (como chamamos os estudantes do Pearson) comigo: Mattia, da Itália. Ele é gente boa, mas estuda demais.
   Na noite de Natal tivemos um jantar aqui com alguns amigos da família. Depois fomos assistir 2012 (um filme super Natal). Durante o jantar eu conectei o skype e vi a festa de Natal da minha família no Brasil. Foi super legal puder falar com todo mundo. Por falar em filme, alguns dias atrás eu fui num IMAX, um tipo especial de cinema. O único adjetivo com que posso “descrever” a experiência é “indescritível”. A tela é dez vezes maior que uma tela de cinema normal! Durante o filme (que foi horrível por sinal, mas nem liguei) parece que você está dentro da tela. É incrível! Eu quase babava quando Mattia me disse “fecha a boca!”. E aliás, esse últimos dias eu assisti bastante filmes. A internet aqui é um sonho, baixa a uma média de 2 MB por segundo. Eu estou fazendo uma coleção no meu pc. Já temho todas as temporadas de Prision Break e pretendo baixar Lost e Heroes. O problema vai ser achar tempo para assistir... E como se já não fosse o bastante, minha Host Family me deu de presente a primeira temporada de Jericho, outra série super massa! Ontem fui dormir as 3 da matina assistindo.
      Outro fato interessante foi o “boxing day”, uma liquidação que acontece no dia depois do natal. Eu fui fazer umas comprinhas, não podia perder o preço baixo! Mas eu acho que toda a cidade pensou a mesma coisa. Tinha FILA para entrar nas lojas! Nos corredores dos shoppings centers você não podia parar, senão era levado pela “maré de gente”. Se tivesse ouvindo Ivete eu ia me sentir no carnaval com ar-condicionado.
Antes de terminar eu gostaria de explicar porque sou um exemplo de que “você pode sair da Bahia, mas a Bahia não sai de você”. Como vocês imaginam que foi o dia de Natal aqui? Branquinho de neve, não? NÃO! Parece que eu trouxe o Sol comigo, mas o calor ficou. Um dos poucos Natais em que não neva aqui. O maior Sol, e um frio da porra. Se é para sentir frio eu prefiro ver neve! Vou ter que esperar mias um ano...

     Enfim, acho que por hoje é só. Não vou prometer voltar, porque da última vez que o fiz voltei depois de um mês. E, se eu não postar esse ano mais, FELIZ ANO NOVO! E até um dia...




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Happy Eid!

Axé!

    Desculpem, mais uma vez, por ficar tanto tempo sem escrever aqui. Essas últimas semanas foram tão itensas que parece que vivi um mês em cada semana. As vezes não acredito que estou aqui a três meses! Antes de começar, gostaria de explicar o título.

    Hoje Muhammed, meu companheiro de quarto, acordou e se arrumou todo elegante! Não entendi direito. Durante o Cookie Break (uma espécie de intervalo) eu vi todos os mulçumanos “vestidos a caratér” e abraçando os outros. Foi quando Muhammed me contou sobre o “EId Al-Adha”, uma das mais importantes datas do calendário islâmico. A data lembra a ocasião em que o Profeta Ibrahim (o Abrahão dos cristãos) teria cumprido a ordem de sacrificar seu filho Ismael (que a tradição judaica afirma ter sido Isaac), demonstrando imensa fé e sendo por Deus, que segundo a tradição, impendiu o sacrifício no último momento. Então, Ibrahim matou as cabras que tinha para demonstrar sua fé. Hoje, os muçulmanos rezam pela manha e todas as famílias matam uma cabra e distribuem a carne entre as pessoas que não tem o que comer (muito mais simbólico que a “nossa páscoa consumista” em que o significado foi deixado de lado “por chocolate”). Mesmo não sendo islâmico é inevitável que eu compartilhe esse momento com eles. Aqui é um mar de cultura! Preconceitos do tipo “muçulmano é sinônimo de terrorista” se tornaram tão absurdos que as vezes eu esqueço que eles existem. Porém, quero deixar bem claro que esse é MEU ponto de vista sobre a experiência que estou vivendo. Nem todos tem o mesmo conceito e, inclusive aqui, se encontram pessoas com mentes totalmente fechadas para outras culturas. As vezes eu me pergunto “Que porra que eles estão fazendo aqui?”. Enfim, Happy Eid!
     Não pretendo estebelecer nenhuma espécie de ordem cronológica nesse post. Além de não me lembrar da ordem dos fatos, esta o maior barulho aqui onde estou. Esta acontecendo uma prática do ato final do Asia/Pacfic Regional Day. Por falar nisso, esse é um dos motivos pelo qual eu estive sem tempo para escrever aqui. Nos dois últimos Regional Days (volto alguns posts para se lembrar do que se trata) eu não participei de nenhuma apresentação. No primeiro eu realmente não sabia que podia, e nos segundo estava sem tempo. Mas nesse eu pensei, eu nunca terei tempo suficiente para fazer tudo que quero. E ano que vem eu estarei ainda mais ocupado com assuntos academicos. Então, porque não aproveitar ao máximo esse ano em que tenho mais “tempo”. Foi pensando nisso que eu me inscrevi em SETE perfomaces. Realmente, foi demais! Eu só não levei adiante porque tinha prática de duas danças no mesmo tempo. Terminei fazendo “somente” cinco. Essa semana eu estou praticamente vivendo no Max Bell, onde acontecem as práticas. Mas eu realmente não me arrependo. Aprendi tanto sobre a cultura dos países do Sul da Ásia e do Pacífico. Me tornei mais próximo de muitas pessoas que antes eu “nem falava direito” e ainda mais próximo da pessoas que já tinha alguma amizade. Enfim, está sendo muito bom. Disse “está sendo” porque o show vai ser amanhã pela noite. Vou tirar bastante fotos! Prometo que posto aqui. Enfim, estou em duas danças japonesas, uma a qual tenho prática em sete minutos, uma de Taiwan, uma da Korea e uma da Tailândia. Essa semana eu dormi pouco mais de 5 horas por dias, mas valeu cada minuto.
     Semana passada eu tive Advisor Dinner, um jantar com meu grupo de “orientação”. Não sei se minha tradução está propriamente correta. Todo estudante aqui tem um “orientador”, para assunto acadêmicos, pessoais, espirituais ou qualquer outro tipo de assunto que em que você precise de um conselho. Todos os orientados são professores aqui do Pearson e cada professor tem pelo menos oito orientandos. O meu orientador é Seb, o professor de História, o qual eu passei a admirar de uns tempos pra cá. Não que eu não gostasse dele no início do ano, mas eu não entendia absolutamente NADA nas aulas. Mas meu Inglês melhorou surpreendetemente. Entendo a aula de História, assim como todas as outras, perfeitamente. Muitas palavras eu ainda não entendo, mas consigo captar o sentido. E quando realmente não tem jeito, eu pergunto. Enfim, o jantar foi absolutamente fantástico! Valeu a pena perder duas práticas para ir, o que me custou alguns pedidos de desculpa, mas nada demais. Tivemos salada Italiana (finalmente comi um queijo de verdade aqui!), jantar Alemão e sobremesa Alemã e Canadense. O cachorrro dele é simplismente fantástico! Super amigável, ele relamente “se joga” pra você. Depois do jantar brincamos de um jogo muito legal, que exigiu muito do meu Inglês (tanto pela próproa sistemática do jogo e até pelo fato de todos as outras pessoas serem English Speakers). Mas eu dei muita risada e me dirverti muito! Cheguei as 18:00 e saí as 23:00.
     Enfim, vamos a parte acadêmica. Dutrante esse tempo tive teste de Física, o qual não sei ainda o resultado, mas não espero grande coisa pois não tive tempo suficiente para estudar; também tive Math Assignment, não sei a tradução, mas é uma espécie de questionário em que você tem que apresentar as soluções e entregar para avaliação. Fui bem, 46 de 48; também tive ensaio de História, o qual obtive 7 (uma nota considerada muito boa, tendo em consideração que a média da sala foi 5) e uma introdução não pontuada, mas a qual a minha ficou entre as melhores. Modéstia a parte, eu sei escrever bem (quando estou com vontande). Devo da crédito aos ótimos professores de Redação que tive e, principalmente, ao Ciência, Arte e Magia, onde aprendi a escrever muito bem; também tive teste de Química, o qual obtive 26 de 29 e de Inglês, que fiquei com 54 de 70. Essa semana tenho que me dedicar a Sel-Taught Portuguese, porque os exames já são em Abril e eu preciso escolher os trechos de mues livros para o exame oral!
     Antes de terminar, gostaria de deixar registrado dois fatos que me deixaram bastante decepcionados aqui, não em relação ao colégio, mas em relação as pessoas. Durante a aula de Inglês alguns alunos fizeram uma apresentação sobre Aborto e depois tivemos uma discussão. Todos os pró e contras eram “entendíveis”, tanto em relação a religião, ou cultura ou qualquer outro fator. Mas uma pessoa disse algo que, para minha felicidade, supreendou não só a mim, mas sim a todos. Essa tal pessoa (mesmo que vocês não conheçam, não vou citar o nome por questão de ética) disse que se soubesse que tinha um filho com algum problema mental ou deficiência, ela iria abortar simplismente porque fazendo isso estava contribuindo para a melhor qualidade de vida da população, que se tornaria com o passar dos anos mais inteligente e “desenvolvida”(quem estudou Darwin sabe o motivo das aspas). Isso, definitavemente, foi o maior abusurdo que já ouvi. Ainda bem que não foi só eu que pensei em chamá-la de Hitler. Eu realmente não pensava que existia esse tipo de pessoa aqui, mas existe. O segundo fato de trata ao fato de como algumas pessoas são estupidamente estupidas, perdooe-me a redundância. Hoje presenciei uma “briga” pelo espaço para ensair no Max Bell. Um tal demente siplismente decidiu que uma dança não podia ficar uma hora ensaiando no palco e, sem comunicar a ninguem, começou a usá-lo no horário programado para outras pessoas, e ainda reclamou quando essas tal pessoas pediram o palco. Ele começou a gritar, dizer que estava certo, intimidar os outros. Felizmente, as outras pessoas eram bastante coerentes e tudo se resolveu. Vale ressaltar que esse mesmo demente disse que não queria usar microfone na apresentação simplismente “porque não gosta”, sendo que todos vão usar. Outro fato, que já foi até citado no blog da Duda, é que o problema de colocar muito gente inteligente num lugar só é que as vezes algumas pessoas se acham intelegente demais e necessitam demostar a todo momento que sabem mais que os outros. E isso acontece especialmente na aula de Física. Acreditem, é uma cena deprimente.

     Nossa! Escrevi muito... Mas não contei tudo que queria. Tirei umas fotos do meu quarto, do campus, enfim, do ambiente em que vivo. Prometo que vou postar no Domingo, junto com os relatos do Regional Day e as fotos da House Meeting, onde tivemos que nos vestir como algum aluno do sexo oposto, e que foi muito divertido.
Abraços a todos!




Ahaaaa! Pensou que eu esqueci né? Mas fiz só de pirraça. Sábado passado, dia 21, foi o aniversário de Jura, um grande amigo meu. Não pude fazer uma postagem nesse dia porque passei todo o dia em Victoria. Mas, como prometido, está aqui a homenagem. Tudo de bom Jura! Abração!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Curtas...

Axé!

   Não tenho muito o que falar hoje. Só queria dizer o quanto estou feliz em ter uma classe onde estão sentados a minha frente um Canadnse, um Arábe e um Holandês; ao meu lado direito uma Suiça, uma Holandesa, um Mexicano e um Polonês. Ao meu lado esquerdo está uma Afegã, outro Canadense, uma Croata, uma Inglesa (de pais nigerianos) e uma Chinesa (Hong Kong). Parece piada de nacionalidade, mas é uma aula de História no Pearson, o que torna a situação ainda mais interessante. Pense como é discutir a Assenssão do Nazismo com gente de toda a parte do mundo? Isso é simplismente explêndido!
    Outro fato interessante é que uma menina disse numa certa entrevista que o Pearson College não é somente estudar matérias do IB, mas também conversar com gente de outro lado do mundo as quatro da manhã. Parece rincadeira, mas me acordaram justamente as quatro da manhã para conversar. Era Kelly, de novo, e Luis, meu second year. Conversamos até as seis da manhã! Foi muito bom. Nem eu acredito...
    Estive doente os últimos dois dias, mas já estou melhor. Eu nem cheguei a ir na enfermaria, mas fiquei bom. Umas boas horas de sono (exatamente 12 horas) me fizeram muito bem. Hoje eu peguei uns lençois extras na Administração para evitar ficar resfriado (o frio ta começando a chegar!). Por falar em frio, acho que ele está me fazendo esquecer o português. Nesta terça eu fui Diving Marshal Assistent, que é uma espécie que "organiza" o mergulho, checa o ar de todos, faz chocolate quente e fica de reserva caso alguma emergência aconteça. Enfim, no barco tinham três brasileiros: Eu, Erik (professor de mergulho) e Luis (meu second year). Pense que estavamos discuntindo eu e Luis como se diz uma palavra que eu já não me lembro em Inglês, masque representava o ato de jogar água em algum objeto. Depois de um tempo Luis disse "enxaguar". Eu, como toda convicção do mundo, disse que não era. Que isso a gente faz quando saimos do banho. Ate que Erik, 8 anos no Canadá, disse: não seria Enxugar? Pense que eu dei risada... Para falar a verdade eu acho que não esqueci realmente. Sinceramente, quall o baiano que usa Enxaguar? Eu diria "jogar água", ou no máximo "molhar". Mas a desculpa que esqueci srviu muito bem...
    Gostaria de registrar também minha satisfação em escrever uma carta para a pessoa que me mante financeiramente aqui, um tal de Mr. Cliff. Talvez alguns de vocês não saibam, mas o Pearson College vive de doações, e todos os estudantes tem bolsa intengral. Ontem todos os alunos escrevem uma carta agredecendo o apoio aos seus "patrocinadores". É tão gratificante saber que tem gente que realmente acredita em uma mudançã por meio de educação.

     Creio que não vou postar música hoje, porque não estou ouvindo música apropiada para postar no blog (Raimundos, só no Furevis). Mas, sinceramente, não sei porque esse dilema com "musicas baixas" do Brasil. Se comparar a letra do "pagodão" da Bahia, do "funk" do Rio ou até de Raimundos com Beyoncé e derivados, ambos não dizem nada. E se é pra ouvir música que não presta, prefiro ouvir em português!

Abraços, e até mais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Almost a book!

Axé!

     Nossa, a quase um mês que não escrevo aqui. Desculpem-me pela minha displiscência. Na última semana    foi realmente falta de tempo, pois estava no project week. Mas essa semana foi preguiça mesmo. Aproveitei o ‘tempo livre’ para dedicar-me um pouco ao ócio: ouvir um pouco de música, ver vídeos de comédia no youtube, passar algumas horas sem fazer nada. Mas meu ‘tempo livre’ não durou mais que cinco dias e aqui estou de volta. Não pretendo estabelecer uma ordem cronológica nos fatos que irei contar, até porque o intiuto é apenas compartilhar, lembrar, reviver, não sendo datas tão importantes assim. Tenho muito o que dizer, e provavelmente essa post será longo. Então, vamos aos fatos.

Capítulo I – Semana Pré Project Week.

     Se minha memória não me falha, minha semana pré project week foi super intensa! Tive testes de Inglês, de Física e de Matemática, além de um Plano de Ensaio de História, que por sinal eu acabei não entregando. Esses testes não contam na nota final do IB, mas servem de base para as Universidades, já que aqui o processo seletivo não é tão impessoal como no Brasil. Para entrar na Universidade, além de testes, você tem que apresentar uma ‘candidatura’. Ou seja, se não tiver boas notas ‘internas’, não será um ‘bom candidato’. Mas isso é assunto para o ano que vem. Então, vamos ao que interessa: os resultados! Em Inglês eu fui muito bem, 40 de 42. Meu Inglês está ‘improving’. Em Matématica eu estudei bastante e tive 38 de 46. Nunca fiquei tão feliz com um oito em minha vida! Estou fazendo Matemática Avançada, e no início pensei em desistir e ir para Média, porque tinha tomado 28 de 44 no primeiro teste. Realmente, o ritmo é muito puchado, mas é algo que me fascina. Agora estou pensando em me dedicar mais e, quem sabe, próximo ano fazer Math Further (um nível acima da avançada). Vamos esperar o resultado do próximo teste. E, além deo mais, eu tenho que honrar a América Latina, pois agora sou o único Latino em Math Higher, já que Kelly, do Peru, mudou para Stander. Em Física eu não fui muito bem, 18 de 31. Apesar de eu ter estudado muito, eu estava em Physics Stander, e mudei para Higher uma semana antes do teste. Mas, como diz o ditado, ‘explica mas não justifica’. Semana que vem terei outro teste de Física e irei me dedicar mais.
     Além da parte acadêmica, a semana que precedeu o project week foi bem ‘sociável’. Eu visitei bastante gente e assisti Moulin Rouge duas vezes! Foi o primeiro filme que assisti em Inglês (com legendas em Mandarim, o que não fez grande diferença). Na segunda vez em que assisti, quase provacamos um incêndia no Dayroom de minha casa! Estamos do lado da lareira, que inicialmente estava desligada. Ela ligou automaticamente, e com fogo bem alto, e após alguns minutos um cheiro de queimado tomou conta da sala. A príncipio, todos pensaram que era a madeira queimando na lareira, mas depois que começou a sair fumaça da poltrona do pé (aquela em que todos põem o pé) fui um ‘fusuê’! Mas nada de grave aconteceu, apenas a poltrona ganhou umas listras pretas. O que era mais interessante: erámos cinco vendo o filme, sendo que quatro eram firefighters (bombeiros). Além de filmes e visitas teve também a apresentação dos IPs (Idependent Project) em Theatre. São peças de Teatro produzidas pelos alunos que fazem a matéria. Foi bastante interessante! Mas enfim, isso foi tudo que minha memória me permitiu lembar. Vamos ao segundo capítulo. Essa é uma ótima hora para tomar uma água, se espreuiguiçar um pouco, já que o próximo capítulo será um pouco longo. Mas, se você está pronto, vamos lá! Ou como eu custumo ouvir aqui `Are you ready?`

Capítulo II – Project Week

     Fiz um intervalo de uma hora para assistir o primeiro filme de uma série de seis sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas isso é assunto para o próximo capítulo, esse trata de meu project week. Creio que já expliquei do que se trata o project week, mas só para relembrar, é um projeto em que TODOS os estudantes ficam uma semana fora do campus envolvidos em alguma atividade, a qual pode ser de ação, serviço ou criatividade. Temos uma infinidade de escolhas! A minha foi ‘Soup Kitchen in Victoria’, voluntariado numa instituição para moradores de rua (eu também pensava que isso não existia no Canadá). Durante essa semana nós ficamos em uma Host Family, uma espécie de família emprestada. Fiz minha mala poucas horas antes de partir, e no Domingo (25 de Outubro) pela manhã minha Host Family veio me buscar.
     Eu estava bastante receioso sobre quem seriam meus Host Parents. Mas, não tenho outra palavra para descrevê-los ao não ser MARAVILHOSOS! Durante a semana em que estive com Doug e Cheryle Watson eu comi maravilhosamente bem, assitir vários filmes, dei muita risada, brinquei muito com Kimo (uma cadela enorme, e besta tão quanto), aprendi sobre o canadá, futebol americano, improved my english, e outras muitas outras coisas mais! Além de mim, Doug and Cheryle receberam Mattia (Itália), Felix (Austria), Allan (Canada), Connor (Canada), Spencer (Canada) e Basil (Palestina). Basil chegou somente na quarta, no mesmo dia em que os outros cinco sairam, porque foram para seus projetos (alguns projetos incluem dormir em floresta ou acampamentos). Eles são ótimas pessoas! No sabádo a filha deles, que já deve ter uns quarenta anos, chegou de viajem. Ela fala um pouco português! Mas nem tive muito tempo para falar com ela, já que estava cansada da viajem e eu voltei para o colégio no dia seguinte.
     Durante essa semana eu fiz minha revolução tecnológica! Aproveitei o tempo que tinha livre e comprei, enfim, meu lap top (que aqui é incrivelmente ‘barato’, quando comparado com o preço no Brasil) e minha camera digital. Agora estou hábil para resgistrar não somente em texto, mas também em Imagem! Sem contar que a ‘Pearson Life’ exige um lap top.
     Além disso, durante essa semana vivi dois momentos ‘históricos’ num mesmo dia, 31 de Outubro. O primeiro trata-se de passagem da tocha olímpica pela comunidade de Metchosian, onde mora minha Host Family. As olimíadas de Inverno serão em Fevereiro do próximo ano, em Vancouver, cidade próxima daqui. O clima foi bem legal e eu até tirei foto segurando a tocha (sem duplo sentido ou piadas relacionadas, por favor). No mesmo dia, durante a noite, eu tive meu primeiro Haloween. Nossa! Aqui as pessoas realmente se importam com essa data. Todos se mobilizam para a ‘festa’, e eu não fiquei de fora. Meu Haloween foi no corpo de bombeiros, bem excêntrico, entregando cachorro-quente. Pode não parecer muito excitante, mas foi. Foi tipo um ‘Haloween comunitário’ e muita da comunidade foi. Alguns estudantes do Pearson estava ajudando no evento, e eu fui ‘escalado’. Até fogos (tal como ano novo) nós tivemos! Além de uma fogureira enorme, o que chega a ser ironico, já que as pessoas foram ao corpo de bombeiros para ver fogo. Alguns alunos fizeram uma Casa dos Horrores, muito boa por sinal, e eu dei banstante risada (apesar do intuito ser assustar).
     Mas, com certeza, a melhor experiência que tive durante essa semana foi sendo voluntário no ‘Our Place’, uma instituição para moradores de rua. As pessoas que trabalhavam na cozinha era fantasticas, algumas um pouco estranhas, mas todos muito legais. Sendo volutário lá eu me sentia realmente bem, mesmo cortanto cebolinha sem ninguem por perto. Quando iamos servir o almoço, era tão gratificante ouvir tantos ‘Thank you´ (e com certeza agora eu tenho um ‘You’re welcome’ perfeito, de tanto que ‘pratiquei’). Mesmo sabendo que essa não é a minha nação, eu me sentia bem. Aqui você aprende a amar e ter orgulho de seu país, talvez até mais do que tinha antes de vir. Mas você aprende também que o que realmente importa é o senso de humanidade. Estamos condicionados as mesmas necessidades. Mesmo com diferentes culturas, línguas, cores e tudo em ‘discomum’ que temos, somo um mundo só. E aqui você descobre que somos muitos mais parecidos do que pensávamos ao mesmo tempo em que somos totalmente diferentes. Acho que nem eu entendi o que acabei de escrever, mas não é mesmo para entender, é para sentir.
     Eu trabalhava das 10:30 as 13:20, e aproveitava a tarde para explorar Vitória. Fui a um museus, andei pelas principais avenidas da cidade, e fui até alvo de um desses vendedores de coisas extraordinárias por apenas cinco doláres, mas acabei iventando uma desculpa e fui embora. O frio está começando a chegar, e eu nem posso imaginar no inverno! Isso é tudo que minha memória me permite escrever. Caso eu lembre de algum caso em particular, contarei ao longo dos próximos posts. Enfim, vamos ao terceiro capítulo, que talvez eu só termine amanhã.

Capítulo III – Semna pós Project Week

     Disse que talvez só termine amanhã, mas entusiamo é um ‘problema’. Mesmo sabendo que são 22:25 e que eu realmente preciso dormir, já que noite passada fiquei conversando com meus roommates até quase duas horas da manhã. Mas aqui você descobre que dormir é tempo perdido, mas necessário somente biologicamente. Consequentemente, minhas horas de sono foram reduzidas pela metade! (até porque em casa eu adorava dormir!). Mas enfim, vamos ao último capítulo.
     Eu realmente estou ‘adaptado’ a ‘Pearson Life’. Embora o Inglês ainda seja um problema, ele já não é tão mais forte como era no início. Tenho que admitir que no começo realmente é muito difícil, e que em alguns momentos pensei em desistir. Mas esse momentos nunca passaram de relapsos que duram menos de um milésimo de segundo. Já posso dizer que tenhos grandes amigos aqui, mesmo sendo cedo, você sente. É claro que nem tudo é um mar de flores, e que eu não tenho mais nenhum problema, mas tudo está indo muito bem dentro do possível.
     Numa noite, não me lembro ao certo qual, Kelly (Peru) me acordou as 23:00 dizendo que não conseguia dormir. Eu poderia mandar ela tomar uma comprimido e me deixar em paz, mas essa não é minha natureza. Me levantei e fomos conversar no corredor, para não acordar Muhhamed. Definitavemente, foi a melhor coisa que eu fiz. Ela realmente precisava desabafar com alguém, e, parece que eu atraio ‘confissões’, e ela me contou sobre os problemas dela. Claro que não vou falar quais são os problemas, até porque é muito pessoal, mas o que realmente importa nessa situação é ver que existem pessoas aqui que confiam em mim. E isso é, no mínimo, gratificante.
     Anteontem tivemos a 'Hounted House - East House', em comemração ao Halloween, já que todos os estudantes estavm 'campus off' durante o Halloween. Foi uma espécie de Casa dos Horrores. AMAZING JOB! Muito bom mesmo! Alguns estudantes que moram na East House, uma das cinco residências de estudantes que temos aqui, se maquiaram de mortos, de fantasmas e todas essas coisas assustadoras. Decoram a casa a rigor e fizeram um ‘caminho do terror’. Muito bom mesmo! Me senti em Jogos Mortais e, em alguns momentos, realmente me arrepiava com os sustos e os gritos. Muito legal mesmo!
          Para relembrar os antigos posts engraçados, eu preciso contar essa história, que nem é tão engraçada, mas, com certeza, é supreendente. Estava eu no laborátorio de Física esperando a aula começar, quando de repende (você nunca sabe se lembra como tal assunto começou) o assunto em pauta era que um estudante estava querendo tomar banho ‘coletivo’ para economizar água. É claro que a maioria de nós achou essa atitude, no mínimo, estranha (estou sendo eufemista). Mas isso não é o mais supreendente. Uma menina, muito bonita por sinal, disse que economizava água tomando apenas um banho a cada três dias. TRÊS DIAS! O melhor foi o comentário de Mark, o professor: ‘E hoje é o dia um ou o dia três?’. Não sei porque ainda me surpreendo quando o assunto é banho!

Capítulo IV – Extras

     Não sei exatamente porque criei esse capítulo. Poderia escrever o que escrevo aqui no capítulo anterior, mas parece realmente algo ‘sério’ quando você escreve ‘Capítulo IV’.
     Essa semana comecei minhas aulas de Teoria do Conhecimento. Algo do tipo ‘Como você sabe o que sabe’, ‘O que realmente sabe’. Na maioria das vezes é bem interessante, mas não é algo pelo qual eu me interesso muito, mas tenho que demostrar banstante entusiamos, já que conta três pontos na minha nota final do IB.
     Queria postar aqui um poema que estudei na aula de Self-taught sobre viver em um ambiente onde você tem que falar uma língua estrangeira, mas não estou com meu caderno aqui e não estou com disposição suficiente para ir em casa buscar. No próximo post eu demosntro e faço alguns comentários.
     Bem, por hoje é ‘só’. E não levem em consideração algum erro de concordância, acentuação ou grafia, porque meu Microsoft Word só corrige em Inglês, e para ele quase tudo que escrevo está errado. Estou olhando para um mar de listrinhas vermelhas!
     Sinto muita falta de todos e espero que estam todos bem!
     Um grande abraço.

Capitulo V - Fotos
    

     Percebi que não tinha postado fotos, então aqui vão algumas: (Clique na foto para aumentar)


   


      
             




1.Allan, Felix, Conor  2. Spencer, Mattia, Eu   3. Host House   4. Mattia, Basil e Eu - Halloween   5. Halloween   6. Haloween   7. Fogos, Halloween   8-12 Haunted House - East House