domingo, 3 de outubro de 2010

Why Not?

     Lembro da eleição de 2002 quando eu fui todo de vermelho votar com meus pais no Luis Viana e pensei "quando eu tiver 17 votarei". Pois o dito dia veio e, ironicamente, eu não pude votar. Mas isso não me impediu de "participar" das eleições. Adoro discutir política, e fiquei ligado o dia todo na Band acompanhando os resultados em todo o Brasil. Pensei que a Dilma levaria no 1 turno, mas a história não foi bem essa. E não acredito que isso seja uma vitória do Serra, muito pelo contrário. Ele só teve o "terço" que sempre lhe foi dado. Nada mais do que isso (thanks God!). O que me surpreendeu foi o desempenho de Marina, que teria meu voto se eu pudesse votar. Ainda acredito que ela será nossa "presidenta" e espero que Serra leve o que Maria ganhou no beco.
   
    Mas o que me fez voltar a escrever aqui não foi a "festa democrática" brasileira. Hoje eu decidi algo que surpreenderá a muitos: eu irei voltar para o Brasil (para fazer faculdade). Já imagino o que eu irei ouvir de "Você é louco!", "Por que está fazendo isso?", "Se eu fosse você, não voltava nunca". Mas venho pensando nisso a quatro dias e já fiz minha decisão e não irei voltar atrás. Admito que estava bastante deslumbrado com o "American Dream", mas acordei deste suposto "sonho". Durante o Summer Break, que foi Winter Break pra mim, eu hospedei a Carla Moreno, uma ex-estudante aqui do Pearson que mora em São Paulo. E em uma de nossas conversas ela me disse algo que realmente eu não tinha pensando. "Por que não voltar?". Mas eu não pensei sobre isso até alguns dias atrás.
    Cerca de duas semanas atrás, nós tivemos uma aprensentação da "Ivy League", uma organização que une as melhores universidades dos Estados Unidos. Admito que fiquei impressionado com o que vi, e estava decidido a aplicar para Universades na terra do Tio Sam. Minhas notas aqui são suficientimente boas para entrar numa universidade boa e com bolsa. Estava unido o útil ao agradável. Me inscrevi para o SAT (uma espécie de vestibular americano, mas que não é o único critério para entrar numa universidade) e já conversava com meus amigos sobre qual seria a melhor opção para aplicar, Havard, MIT ou Columbia. Mas não faz muito tempo que aquela conversa que tive com a Carla veio a mente. E eu pessei se era isso mesmo que eu queria. Como um bom nerd, eu fiz minha lista de "vantagens" e "desvantagens". Mas não serviu para nada, a dúvida ainda persitia. Foi quando eu comecei a lembrar de um antigo sonho que eu tinha quando era criança, estudar no ITA. Desisti do "sonho" quando eu descobri que minha base academica era fraca e que eu precisava ser fluente em Inglês para entrar no ITA. Mas nós últimos meses as coisas mudaram. Minha base acadêmica não poderia ser melhor e estou vivendo num "mundo" Inglês tem quase dois anos. As barreiras foram quebradas, e o "sonho" viurou "possibilidade". Descobri algumas outras universidades que também são muito boas, como o IME e a UFScar. Então pensei, "Why not?".
    Claro que se eu fosse para os Estados Unidos minha expêriencia acadêmica seria totalmente diferente, e meus planos económicos pro futuro seriam muito mais altos. Mas a vida não é só sobre dinheiro, e a cada dia que passa eu fico mais convencido disso. Além do mais, eu estarei trabalhando para o meu país. Não quero parecer xenófobo ou algo parecido, mas eu tenho certeza que o Brasil precisa muito mais de Engenheiros do que o Estados Unidos. Eu acredito no meu país, e (me desculpem a "deselegância")  eu realmente sinto vontade de mandar muita gente pra puta que pariu quando eu ouço coisas do tipo "Por que vai ficar aqui num país de terceiro mundo?" ou "Nosso país é uma merda, se eu tivesse essa oportunidade, não voltaria nunca". Besides, eu estarei perto de casa. E isso é algo a se considerar, e muito. E essa não é minha última oportunidade de ir para a terra do tio Sam. Posso muito bem fazer uma pós-graduação lá. Minha decisão já foi tomada. E tenho certeza que terei apoio daqueles que estão torcendo por mim.
     Vou voltar para a terra que tem Palmeiras onde canta o sabiá. E estou muito feliz com minha decisão. E não me entendam mal com esse tópico. Sei que não vai ser nada fácil entrar na universidades que eu quero. Vou ter que estudar bastante para isso.
    There is nothing like Home!

    E, só a título de curiosidade, agora eu sou um Queen Fan. Freddie Mercury é simplismente fantástico!
    Inté a próxima.

PS.: Vou ter que estudar Português bastante...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu acredito.

    Estou de volta ao gelo desde do dia 27 de Agosto. Ou seja, 21dias no hemisfério norte. O Sol apareceu na primeira semana até consegui pegar uma corzinha. Mas a ilusão não durou muito. Logo logo começou a chover e não vão parar até o ano que vem! Esses dias estão sendo bastante “intensos” (isso foi o mais eufemístico que eu conseguir ser).
     Mas enfim, minha mensagem aqui hoje é um pouco diferente. Eu criei o blog na intenção de escrever aqui como se fosse um diário; atribuir palavras às lembraças, algo que não parece muito difícil. A príncipio, eu pretendia escrever pelo menos uma vez ao dia, algo que consegui nos primeiros dias. Mas minha experiência aqui foi ficando cada vez mais intensa. As lembranças eram muitas, e o tempo era pouco. Ou melhor dizendo, as lembraças continuam muitas e o tempo só vez diminuir. Você deve estar se perguntando “Aonde você quer chegar com isso?” (se existe um “você”). Bem, o que quero dizer é que eu geralmente não escrevo sobre o verdadeiro propósito que me trouxe aqui; sobre o movimento o qual eu faço parte; sobre a minha experiência na sua essência. (Espero que vocês estejam entendendo o que escrevo, pois o Português ás vezes some de minha mente, especialmente quando estou falando do Pearson, onde as lembraças me veem todas em Inglês)
     Mas algo aconteceu ontem e eu não posso perder a oportunidade de falar desse propósito, desse movimente, desse modo de vida que eu escolhi. Como alguns de vocês sabem, a UWC (United World Colleges, Colégios do Mundo Unido) é uma associação sem fins lucrativos que envolve 13 colégios no mundo. Em cada escola, 200 alunos de 100 diferentes nações convivem juntos num ambiente desenvolvido para criar a paz e a compreensão entre os povos. (se quiser saber mais, visite os sites uwc.org.br e uwc.org). O colégio que eu estudo é o Pearson College of the Pacific, no Canadá. Todos os alunos aqui têm bolsa integral, desde do mais rico ao mais pobre.
      Creio que muitos de vocês já sabiam de tudo isso que falei até agora. Mas quanto de vocês realmente acreditam que existe uma possibilidade de paz e compreensão Internacional? Quanto de vocês acreditam que o Pearson realmente contribui para essa paz e compreensão? Vocês acham que paz é algo sural e idealista? Se a resposta foi sim para a última pergunta, repensem. Porque paz e compreensão internacional é possível sim. E não vou falar dos judeus e arábes que são super amigos aqui, e nem dos chineses e japoneses que se casaram. Vou contar um fato que ocorreu ontem, uma das experiencias mais bonitas em toda minha vida. Algo que irei levar no meu coração sempre e que irei contar a todos que puder até que eu não possa mais falar.
     Infelizmente, a origem de uma experiência tão bonita foi  um fato triste: a morte. O pai de uma das alunas morreu na semana passada. Ela já estava “esperando” essa notícia, já que o pai estava em coma por mais de três meses. O colégio então resolveu fazer uma cerimônia para homenagiar o pai da aluna e para dar apoio nesse momento dificil. Como a tal aluna é catolíca, a tal cerimônia foi uma missa. Todos foram convidados para tal missa, que ocorreria as 19:00. As sete em ponto, lá estava eu no LLT (um mini-teatro que tem aqui). A minha esquerda estava Muhhamed, um mulçumano. A minha direita, Aneri, que é Hindu. Na minha frente, Itamar, um judeu. Budas, Ateus, Católicos, Protestantes... Naquele momento nada importava. Todos eramos HUMANOS. E todos sentiam a dor da nossa colega. Se o ritual católico não era comum a muitos ali, as lágrimas em era algo que todos compartilhavam. Era como se guerras nunca tivessem existido, raças e cor da pele nunca tivessem sido levados em consideração, preconceito fosse uma palvara que não existia. E meus olhos confirmaram algo que a minha lógica hesitava em acreditar: PAZ É POSSÍVEL. Nós podemos sim viver todos SEM CONFLITOS. Eu acredito.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Missão Impossívelm está de volta, sem o Tom Cruise

     Pois é. Agora o protagonista sou eu. Minha missão? Ser voluntário em Salvador! Acreditem, é impossível!
     Como alguns de vocês devem saber, o Pearson (colégio em que estudo) tem um programa chamado Home Service, onde o aluno tem que fazer serviço social enquanto estiver de férias no seu país de origem. O minímo exigido é de 80 horas. Eu achei a idéia ótimo, e estava super empolgado para tal. Estava. Porque a burocracia tira o ânimo de qualquer pessoa! Já tentei de tudo. Fui na Governadoria, tentei ONGs, nem o GOOGLE conseguiu me ajudar! Estou tentado de tudo! Ainda estou animado, mas preocupado. Porque tenho que fazer 80 horas e minhas férias já estão acabando...
    Se puderem me ajudar, por favor o façam.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

    Mais um dia sem nada pra fazer, então por que não escrever?
    Então, estava eu assistindo um pouco de TV, e me deparei com a porcaria de TV aberta que temos. Mas isso todos já sabem. O que realmente me preocupa são as músicas que os jovens estão ouvindo hoje. Que diabos é RESTART? Que porra é essa de Justin Bieber? Quando era pequeno, "música ruim" era É O TCHAM, Xuxa... Mas o que se ouve hoje me dá vontade de voltar! Enfim... não estou inspirado a escrever. Vou voltar a ouvir minha música e ler Saramago, que é o melhor que faço.
    E para vocês que curtem uma boa música, aqui vai um trecho de "We are the champions" do Queens.

We are the champions - my friends
And we'll keep on fighting - till the end -
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions - of the world -
     Isso sim, que é Música! Ou melhor dizendo, poesia.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Essential Mechanics Problem

If at any given instant in time we know the positions and velocities of all the particles that make up a particular system can we predict the future position and velocities of all the particles?
     You can call me a nerd now.

sábado, 17 de julho de 2010

Back

    Então, voltei.
    Descobri que algumas pessoas realmente liam o que eu escrevia aqui e decidir que era hora de voltar. Mas como diria José Saramago, em bom português:
"Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores, basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias, o passado como se tivesse sido agora, o presente como um contínuo sem fim..."
     Pois é, difícil, mas prazeroso. E algo que eu descobri tem pouco tempo, assim como a Literatura. Nem eu acredito que passei tantos anos inerte aos livros! E foi num momento inesperado que eu comecei a ler. Mas não me entendam mal, eu li a minha vida toda, mas apreciar a leitura eu aprendi há pouco tempo. E isso foi uma das milhões de coisas que eu venho aprendendo desde aquele 31 de Agosto de 2009. Faz quase um ano que embarquei numa viajem para fora do país, e agora acho que é hora de olhar para trás com o intuito de seguir em frente.

     Mas antes dessa reflexão, algo que eu também aprendi no Pearson, gostaria de situar alguns de vocês do que aconteceu nesses três meses de abstenção do blog. Voltei para a terra do Dendê no dia 29 de Maio, e aqui estou desde. Dois dias antes de voltar eu consegui quebrar um dedo ao cair das escadas, ser operado no estrangeiro, e voltar para casa dois dias depois de operado, com dois pinos no dedinho, que me acompanhariam por um mês. Aqui cheguei e fiquei procastinating um pouco, já que ninguém é de ferro. Estou aproveitando minha família, a qual eu amo demais, meus amigos, que estão loucos pelo vestibular, e o tempo, que apesar de não estar tão bom ainda dá pra curtir um pouco. Ainda não comecei minha monografia e meu Home Service, mas ainda há tempo e eu já estou providenciando os mesmos. Como não tem muita coisa acontecendo nessas férias, creio que os próximos posts não serão sobre mim, mas algumas poucas palavras virão sobre algo que irá acontecer e eu, nessa árdua missão, irei escrever.

    A respeito da reflexão dita ao início do texto, irei fazê-la comigo mesmo. Se algum de vocês quiser perguntar algo, deixe sua pergunta nos comentários que eu irei responder. Esse post é só para marcar a volta, e para dizer que estou bem.

     E, a propósito, Axé a todos