sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Happy Eid!

Axé!

    Desculpem, mais uma vez, por ficar tanto tempo sem escrever aqui. Essas últimas semanas foram tão itensas que parece que vivi um mês em cada semana. As vezes não acredito que estou aqui a três meses! Antes de começar, gostaria de explicar o título.

    Hoje Muhammed, meu companheiro de quarto, acordou e se arrumou todo elegante! Não entendi direito. Durante o Cookie Break (uma espécie de intervalo) eu vi todos os mulçumanos “vestidos a caratér” e abraçando os outros. Foi quando Muhammed me contou sobre o “EId Al-Adha”, uma das mais importantes datas do calendário islâmico. A data lembra a ocasião em que o Profeta Ibrahim (o Abrahão dos cristãos) teria cumprido a ordem de sacrificar seu filho Ismael (que a tradição judaica afirma ter sido Isaac), demonstrando imensa fé e sendo por Deus, que segundo a tradição, impendiu o sacrifício no último momento. Então, Ibrahim matou as cabras que tinha para demonstrar sua fé. Hoje, os muçulmanos rezam pela manha e todas as famílias matam uma cabra e distribuem a carne entre as pessoas que não tem o que comer (muito mais simbólico que a “nossa páscoa consumista” em que o significado foi deixado de lado “por chocolate”). Mesmo não sendo islâmico é inevitável que eu compartilhe esse momento com eles. Aqui é um mar de cultura! Preconceitos do tipo “muçulmano é sinônimo de terrorista” se tornaram tão absurdos que as vezes eu esqueço que eles existem. Porém, quero deixar bem claro que esse é MEU ponto de vista sobre a experiência que estou vivendo. Nem todos tem o mesmo conceito e, inclusive aqui, se encontram pessoas com mentes totalmente fechadas para outras culturas. As vezes eu me pergunto “Que porra que eles estão fazendo aqui?”. Enfim, Happy Eid!
     Não pretendo estebelecer nenhuma espécie de ordem cronológica nesse post. Além de não me lembrar da ordem dos fatos, esta o maior barulho aqui onde estou. Esta acontecendo uma prática do ato final do Asia/Pacfic Regional Day. Por falar nisso, esse é um dos motivos pelo qual eu estive sem tempo para escrever aqui. Nos dois últimos Regional Days (volto alguns posts para se lembrar do que se trata) eu não participei de nenhuma apresentação. No primeiro eu realmente não sabia que podia, e nos segundo estava sem tempo. Mas nesse eu pensei, eu nunca terei tempo suficiente para fazer tudo que quero. E ano que vem eu estarei ainda mais ocupado com assuntos academicos. Então, porque não aproveitar ao máximo esse ano em que tenho mais “tempo”. Foi pensando nisso que eu me inscrevi em SETE perfomaces. Realmente, foi demais! Eu só não levei adiante porque tinha prática de duas danças no mesmo tempo. Terminei fazendo “somente” cinco. Essa semana eu estou praticamente vivendo no Max Bell, onde acontecem as práticas. Mas eu realmente não me arrependo. Aprendi tanto sobre a cultura dos países do Sul da Ásia e do Pacífico. Me tornei mais próximo de muitas pessoas que antes eu “nem falava direito” e ainda mais próximo da pessoas que já tinha alguma amizade. Enfim, está sendo muito bom. Disse “está sendo” porque o show vai ser amanhã pela noite. Vou tirar bastante fotos! Prometo que posto aqui. Enfim, estou em duas danças japonesas, uma a qual tenho prática em sete minutos, uma de Taiwan, uma da Korea e uma da Tailândia. Essa semana eu dormi pouco mais de 5 horas por dias, mas valeu cada minuto.
     Semana passada eu tive Advisor Dinner, um jantar com meu grupo de “orientação”. Não sei se minha tradução está propriamente correta. Todo estudante aqui tem um “orientador”, para assunto acadêmicos, pessoais, espirituais ou qualquer outro tipo de assunto que em que você precise de um conselho. Todos os orientados são professores aqui do Pearson e cada professor tem pelo menos oito orientandos. O meu orientador é Seb, o professor de História, o qual eu passei a admirar de uns tempos pra cá. Não que eu não gostasse dele no início do ano, mas eu não entendia absolutamente NADA nas aulas. Mas meu Inglês melhorou surpreendetemente. Entendo a aula de História, assim como todas as outras, perfeitamente. Muitas palavras eu ainda não entendo, mas consigo captar o sentido. E quando realmente não tem jeito, eu pergunto. Enfim, o jantar foi absolutamente fantástico! Valeu a pena perder duas práticas para ir, o que me custou alguns pedidos de desculpa, mas nada demais. Tivemos salada Italiana (finalmente comi um queijo de verdade aqui!), jantar Alemão e sobremesa Alemã e Canadense. O cachorrro dele é simplismente fantástico! Super amigável, ele relamente “se joga” pra você. Depois do jantar brincamos de um jogo muito legal, que exigiu muito do meu Inglês (tanto pela próproa sistemática do jogo e até pelo fato de todos as outras pessoas serem English Speakers). Mas eu dei muita risada e me dirverti muito! Cheguei as 18:00 e saí as 23:00.
     Enfim, vamos a parte acadêmica. Dutrante esse tempo tive teste de Física, o qual não sei ainda o resultado, mas não espero grande coisa pois não tive tempo suficiente para estudar; também tive Math Assignment, não sei a tradução, mas é uma espécie de questionário em que você tem que apresentar as soluções e entregar para avaliação. Fui bem, 46 de 48; também tive ensaio de História, o qual obtive 7 (uma nota considerada muito boa, tendo em consideração que a média da sala foi 5) e uma introdução não pontuada, mas a qual a minha ficou entre as melhores. Modéstia a parte, eu sei escrever bem (quando estou com vontande). Devo da crédito aos ótimos professores de Redação que tive e, principalmente, ao Ciência, Arte e Magia, onde aprendi a escrever muito bem; também tive teste de Química, o qual obtive 26 de 29 e de Inglês, que fiquei com 54 de 70. Essa semana tenho que me dedicar a Sel-Taught Portuguese, porque os exames já são em Abril e eu preciso escolher os trechos de mues livros para o exame oral!
     Antes de terminar, gostaria de deixar registrado dois fatos que me deixaram bastante decepcionados aqui, não em relação ao colégio, mas em relação as pessoas. Durante a aula de Inglês alguns alunos fizeram uma apresentação sobre Aborto e depois tivemos uma discussão. Todos os pró e contras eram “entendíveis”, tanto em relação a religião, ou cultura ou qualquer outro fator. Mas uma pessoa disse algo que, para minha felicidade, supreendou não só a mim, mas sim a todos. Essa tal pessoa (mesmo que vocês não conheçam, não vou citar o nome por questão de ética) disse que se soubesse que tinha um filho com algum problema mental ou deficiência, ela iria abortar simplismente porque fazendo isso estava contribuindo para a melhor qualidade de vida da população, que se tornaria com o passar dos anos mais inteligente e “desenvolvida”(quem estudou Darwin sabe o motivo das aspas). Isso, definitavemente, foi o maior abusurdo que já ouvi. Ainda bem que não foi só eu que pensei em chamá-la de Hitler. Eu realmente não pensava que existia esse tipo de pessoa aqui, mas existe. O segundo fato de trata ao fato de como algumas pessoas são estupidamente estupidas, perdooe-me a redundância. Hoje presenciei uma “briga” pelo espaço para ensair no Max Bell. Um tal demente siplismente decidiu que uma dança não podia ficar uma hora ensaiando no palco e, sem comunicar a ninguem, começou a usá-lo no horário programado para outras pessoas, e ainda reclamou quando essas tal pessoas pediram o palco. Ele começou a gritar, dizer que estava certo, intimidar os outros. Felizmente, as outras pessoas eram bastante coerentes e tudo se resolveu. Vale ressaltar que esse mesmo demente disse que não queria usar microfone na apresentação simplismente “porque não gosta”, sendo que todos vão usar. Outro fato, que já foi até citado no blog da Duda, é que o problema de colocar muito gente inteligente num lugar só é que as vezes algumas pessoas se acham intelegente demais e necessitam demostar a todo momento que sabem mais que os outros. E isso acontece especialmente na aula de Física. Acreditem, é uma cena deprimente.

     Nossa! Escrevi muito... Mas não contei tudo que queria. Tirei umas fotos do meu quarto, do campus, enfim, do ambiente em que vivo. Prometo que vou postar no Domingo, junto com os relatos do Regional Day e as fotos da House Meeting, onde tivemos que nos vestir como algum aluno do sexo oposto, e que foi muito divertido.
Abraços a todos!




Ahaaaa! Pensou que eu esqueci né? Mas fiz só de pirraça. Sábado passado, dia 21, foi o aniversário de Jura, um grande amigo meu. Não pude fazer uma postagem nesse dia porque passei todo o dia em Victoria. Mas, como prometido, está aqui a homenagem. Tudo de bom Jura! Abração!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Curtas...

Axé!

   Não tenho muito o que falar hoje. Só queria dizer o quanto estou feliz em ter uma classe onde estão sentados a minha frente um Canadnse, um Arábe e um Holandês; ao meu lado direito uma Suiça, uma Holandesa, um Mexicano e um Polonês. Ao meu lado esquerdo está uma Afegã, outro Canadense, uma Croata, uma Inglesa (de pais nigerianos) e uma Chinesa (Hong Kong). Parece piada de nacionalidade, mas é uma aula de História no Pearson, o que torna a situação ainda mais interessante. Pense como é discutir a Assenssão do Nazismo com gente de toda a parte do mundo? Isso é simplismente explêndido!
    Outro fato interessante é que uma menina disse numa certa entrevista que o Pearson College não é somente estudar matérias do IB, mas também conversar com gente de outro lado do mundo as quatro da manhã. Parece rincadeira, mas me acordaram justamente as quatro da manhã para conversar. Era Kelly, de novo, e Luis, meu second year. Conversamos até as seis da manhã! Foi muito bom. Nem eu acredito...
    Estive doente os últimos dois dias, mas já estou melhor. Eu nem cheguei a ir na enfermaria, mas fiquei bom. Umas boas horas de sono (exatamente 12 horas) me fizeram muito bem. Hoje eu peguei uns lençois extras na Administração para evitar ficar resfriado (o frio ta começando a chegar!). Por falar em frio, acho que ele está me fazendo esquecer o português. Nesta terça eu fui Diving Marshal Assistent, que é uma espécie que "organiza" o mergulho, checa o ar de todos, faz chocolate quente e fica de reserva caso alguma emergência aconteça. Enfim, no barco tinham três brasileiros: Eu, Erik (professor de mergulho) e Luis (meu second year). Pense que estavamos discuntindo eu e Luis como se diz uma palavra que eu já não me lembro em Inglês, masque representava o ato de jogar água em algum objeto. Depois de um tempo Luis disse "enxaguar". Eu, como toda convicção do mundo, disse que não era. Que isso a gente faz quando saimos do banho. Ate que Erik, 8 anos no Canadá, disse: não seria Enxugar? Pense que eu dei risada... Para falar a verdade eu acho que não esqueci realmente. Sinceramente, quall o baiano que usa Enxaguar? Eu diria "jogar água", ou no máximo "molhar". Mas a desculpa que esqueci srviu muito bem...
    Gostaria de registrar também minha satisfação em escrever uma carta para a pessoa que me mante financeiramente aqui, um tal de Mr. Cliff. Talvez alguns de vocês não saibam, mas o Pearson College vive de doações, e todos os estudantes tem bolsa intengral. Ontem todos os alunos escrevem uma carta agredecendo o apoio aos seus "patrocinadores". É tão gratificante saber que tem gente que realmente acredita em uma mudançã por meio de educação.

     Creio que não vou postar música hoje, porque não estou ouvindo música apropiada para postar no blog (Raimundos, só no Furevis). Mas, sinceramente, não sei porque esse dilema com "musicas baixas" do Brasil. Se comparar a letra do "pagodão" da Bahia, do "funk" do Rio ou até de Raimundos com Beyoncé e derivados, ambos não dizem nada. E se é pra ouvir música que não presta, prefiro ouvir em português!

Abraços, e até mais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Almost a book!

Axé!

     Nossa, a quase um mês que não escrevo aqui. Desculpem-me pela minha displiscência. Na última semana    foi realmente falta de tempo, pois estava no project week. Mas essa semana foi preguiça mesmo. Aproveitei o ‘tempo livre’ para dedicar-me um pouco ao ócio: ouvir um pouco de música, ver vídeos de comédia no youtube, passar algumas horas sem fazer nada. Mas meu ‘tempo livre’ não durou mais que cinco dias e aqui estou de volta. Não pretendo estabelecer uma ordem cronológica nos fatos que irei contar, até porque o intiuto é apenas compartilhar, lembrar, reviver, não sendo datas tão importantes assim. Tenho muito o que dizer, e provavelmente essa post será longo. Então, vamos aos fatos.

Capítulo I – Semana Pré Project Week.

     Se minha memória não me falha, minha semana pré project week foi super intensa! Tive testes de Inglês, de Física e de Matemática, além de um Plano de Ensaio de História, que por sinal eu acabei não entregando. Esses testes não contam na nota final do IB, mas servem de base para as Universidades, já que aqui o processo seletivo não é tão impessoal como no Brasil. Para entrar na Universidade, além de testes, você tem que apresentar uma ‘candidatura’. Ou seja, se não tiver boas notas ‘internas’, não será um ‘bom candidato’. Mas isso é assunto para o ano que vem. Então, vamos ao que interessa: os resultados! Em Inglês eu fui muito bem, 40 de 42. Meu Inglês está ‘improving’. Em Matématica eu estudei bastante e tive 38 de 46. Nunca fiquei tão feliz com um oito em minha vida! Estou fazendo Matemática Avançada, e no início pensei em desistir e ir para Média, porque tinha tomado 28 de 44 no primeiro teste. Realmente, o ritmo é muito puchado, mas é algo que me fascina. Agora estou pensando em me dedicar mais e, quem sabe, próximo ano fazer Math Further (um nível acima da avançada). Vamos esperar o resultado do próximo teste. E, além deo mais, eu tenho que honrar a América Latina, pois agora sou o único Latino em Math Higher, já que Kelly, do Peru, mudou para Stander. Em Física eu não fui muito bem, 18 de 31. Apesar de eu ter estudado muito, eu estava em Physics Stander, e mudei para Higher uma semana antes do teste. Mas, como diz o ditado, ‘explica mas não justifica’. Semana que vem terei outro teste de Física e irei me dedicar mais.
     Além da parte acadêmica, a semana que precedeu o project week foi bem ‘sociável’. Eu visitei bastante gente e assisti Moulin Rouge duas vezes! Foi o primeiro filme que assisti em Inglês (com legendas em Mandarim, o que não fez grande diferença). Na segunda vez em que assisti, quase provacamos um incêndia no Dayroom de minha casa! Estamos do lado da lareira, que inicialmente estava desligada. Ela ligou automaticamente, e com fogo bem alto, e após alguns minutos um cheiro de queimado tomou conta da sala. A príncipio, todos pensaram que era a madeira queimando na lareira, mas depois que começou a sair fumaça da poltrona do pé (aquela em que todos põem o pé) fui um ‘fusuê’! Mas nada de grave aconteceu, apenas a poltrona ganhou umas listras pretas. O que era mais interessante: erámos cinco vendo o filme, sendo que quatro eram firefighters (bombeiros). Além de filmes e visitas teve também a apresentação dos IPs (Idependent Project) em Theatre. São peças de Teatro produzidas pelos alunos que fazem a matéria. Foi bastante interessante! Mas enfim, isso foi tudo que minha memória me permitiu lembar. Vamos ao segundo capítulo. Essa é uma ótima hora para tomar uma água, se espreuiguiçar um pouco, já que o próximo capítulo será um pouco longo. Mas, se você está pronto, vamos lá! Ou como eu custumo ouvir aqui `Are you ready?`

Capítulo II – Project Week

     Fiz um intervalo de uma hora para assistir o primeiro filme de uma série de seis sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas isso é assunto para o próximo capítulo, esse trata de meu project week. Creio que já expliquei do que se trata o project week, mas só para relembrar, é um projeto em que TODOS os estudantes ficam uma semana fora do campus envolvidos em alguma atividade, a qual pode ser de ação, serviço ou criatividade. Temos uma infinidade de escolhas! A minha foi ‘Soup Kitchen in Victoria’, voluntariado numa instituição para moradores de rua (eu também pensava que isso não existia no Canadá). Durante essa semana nós ficamos em uma Host Family, uma espécie de família emprestada. Fiz minha mala poucas horas antes de partir, e no Domingo (25 de Outubro) pela manhã minha Host Family veio me buscar.
     Eu estava bastante receioso sobre quem seriam meus Host Parents. Mas, não tenho outra palavra para descrevê-los ao não ser MARAVILHOSOS! Durante a semana em que estive com Doug e Cheryle Watson eu comi maravilhosamente bem, assitir vários filmes, dei muita risada, brinquei muito com Kimo (uma cadela enorme, e besta tão quanto), aprendi sobre o canadá, futebol americano, improved my english, e outras muitas outras coisas mais! Além de mim, Doug and Cheryle receberam Mattia (Itália), Felix (Austria), Allan (Canada), Connor (Canada), Spencer (Canada) e Basil (Palestina). Basil chegou somente na quarta, no mesmo dia em que os outros cinco sairam, porque foram para seus projetos (alguns projetos incluem dormir em floresta ou acampamentos). Eles são ótimas pessoas! No sabádo a filha deles, que já deve ter uns quarenta anos, chegou de viajem. Ela fala um pouco português! Mas nem tive muito tempo para falar com ela, já que estava cansada da viajem e eu voltei para o colégio no dia seguinte.
     Durante essa semana eu fiz minha revolução tecnológica! Aproveitei o tempo que tinha livre e comprei, enfim, meu lap top (que aqui é incrivelmente ‘barato’, quando comparado com o preço no Brasil) e minha camera digital. Agora estou hábil para resgistrar não somente em texto, mas também em Imagem! Sem contar que a ‘Pearson Life’ exige um lap top.
     Além disso, durante essa semana vivi dois momentos ‘históricos’ num mesmo dia, 31 de Outubro. O primeiro trata-se de passagem da tocha olímpica pela comunidade de Metchosian, onde mora minha Host Family. As olimíadas de Inverno serão em Fevereiro do próximo ano, em Vancouver, cidade próxima daqui. O clima foi bem legal e eu até tirei foto segurando a tocha (sem duplo sentido ou piadas relacionadas, por favor). No mesmo dia, durante a noite, eu tive meu primeiro Haloween. Nossa! Aqui as pessoas realmente se importam com essa data. Todos se mobilizam para a ‘festa’, e eu não fiquei de fora. Meu Haloween foi no corpo de bombeiros, bem excêntrico, entregando cachorro-quente. Pode não parecer muito excitante, mas foi. Foi tipo um ‘Haloween comunitário’ e muita da comunidade foi. Alguns estudantes do Pearson estava ajudando no evento, e eu fui ‘escalado’. Até fogos (tal como ano novo) nós tivemos! Além de uma fogureira enorme, o que chega a ser ironico, já que as pessoas foram ao corpo de bombeiros para ver fogo. Alguns alunos fizeram uma Casa dos Horrores, muito boa por sinal, e eu dei banstante risada (apesar do intuito ser assustar).
     Mas, com certeza, a melhor experiência que tive durante essa semana foi sendo voluntário no ‘Our Place’, uma instituição para moradores de rua. As pessoas que trabalhavam na cozinha era fantasticas, algumas um pouco estranhas, mas todos muito legais. Sendo volutário lá eu me sentia realmente bem, mesmo cortanto cebolinha sem ninguem por perto. Quando iamos servir o almoço, era tão gratificante ouvir tantos ‘Thank you´ (e com certeza agora eu tenho um ‘You’re welcome’ perfeito, de tanto que ‘pratiquei’). Mesmo sabendo que essa não é a minha nação, eu me sentia bem. Aqui você aprende a amar e ter orgulho de seu país, talvez até mais do que tinha antes de vir. Mas você aprende também que o que realmente importa é o senso de humanidade. Estamos condicionados as mesmas necessidades. Mesmo com diferentes culturas, línguas, cores e tudo em ‘discomum’ que temos, somo um mundo só. E aqui você descobre que somos muitos mais parecidos do que pensávamos ao mesmo tempo em que somos totalmente diferentes. Acho que nem eu entendi o que acabei de escrever, mas não é mesmo para entender, é para sentir.
     Eu trabalhava das 10:30 as 13:20, e aproveitava a tarde para explorar Vitória. Fui a um museus, andei pelas principais avenidas da cidade, e fui até alvo de um desses vendedores de coisas extraordinárias por apenas cinco doláres, mas acabei iventando uma desculpa e fui embora. O frio está começando a chegar, e eu nem posso imaginar no inverno! Isso é tudo que minha memória me permite escrever. Caso eu lembre de algum caso em particular, contarei ao longo dos próximos posts. Enfim, vamos ao terceiro capítulo, que talvez eu só termine amanhã.

Capítulo III – Semna pós Project Week

     Disse que talvez só termine amanhã, mas entusiamo é um ‘problema’. Mesmo sabendo que são 22:25 e que eu realmente preciso dormir, já que noite passada fiquei conversando com meus roommates até quase duas horas da manhã. Mas aqui você descobre que dormir é tempo perdido, mas necessário somente biologicamente. Consequentemente, minhas horas de sono foram reduzidas pela metade! (até porque em casa eu adorava dormir!). Mas enfim, vamos ao último capítulo.
     Eu realmente estou ‘adaptado’ a ‘Pearson Life’. Embora o Inglês ainda seja um problema, ele já não é tão mais forte como era no início. Tenho que admitir que no começo realmente é muito difícil, e que em alguns momentos pensei em desistir. Mas esse momentos nunca passaram de relapsos que duram menos de um milésimo de segundo. Já posso dizer que tenhos grandes amigos aqui, mesmo sendo cedo, você sente. É claro que nem tudo é um mar de flores, e que eu não tenho mais nenhum problema, mas tudo está indo muito bem dentro do possível.
     Numa noite, não me lembro ao certo qual, Kelly (Peru) me acordou as 23:00 dizendo que não conseguia dormir. Eu poderia mandar ela tomar uma comprimido e me deixar em paz, mas essa não é minha natureza. Me levantei e fomos conversar no corredor, para não acordar Muhhamed. Definitavemente, foi a melhor coisa que eu fiz. Ela realmente precisava desabafar com alguém, e, parece que eu atraio ‘confissões’, e ela me contou sobre os problemas dela. Claro que não vou falar quais são os problemas, até porque é muito pessoal, mas o que realmente importa nessa situação é ver que existem pessoas aqui que confiam em mim. E isso é, no mínimo, gratificante.
     Anteontem tivemos a 'Hounted House - East House', em comemração ao Halloween, já que todos os estudantes estavm 'campus off' durante o Halloween. Foi uma espécie de Casa dos Horrores. AMAZING JOB! Muito bom mesmo! Alguns estudantes que moram na East House, uma das cinco residências de estudantes que temos aqui, se maquiaram de mortos, de fantasmas e todas essas coisas assustadoras. Decoram a casa a rigor e fizeram um ‘caminho do terror’. Muito bom mesmo! Me senti em Jogos Mortais e, em alguns momentos, realmente me arrepiava com os sustos e os gritos. Muito legal mesmo!
          Para relembrar os antigos posts engraçados, eu preciso contar essa história, que nem é tão engraçada, mas, com certeza, é supreendente. Estava eu no laborátorio de Física esperando a aula começar, quando de repende (você nunca sabe se lembra como tal assunto começou) o assunto em pauta era que um estudante estava querendo tomar banho ‘coletivo’ para economizar água. É claro que a maioria de nós achou essa atitude, no mínimo, estranha (estou sendo eufemista). Mas isso não é o mais supreendente. Uma menina, muito bonita por sinal, disse que economizava água tomando apenas um banho a cada três dias. TRÊS DIAS! O melhor foi o comentário de Mark, o professor: ‘E hoje é o dia um ou o dia três?’. Não sei porque ainda me surpreendo quando o assunto é banho!

Capítulo IV – Extras

     Não sei exatamente porque criei esse capítulo. Poderia escrever o que escrevo aqui no capítulo anterior, mas parece realmente algo ‘sério’ quando você escreve ‘Capítulo IV’.
     Essa semana comecei minhas aulas de Teoria do Conhecimento. Algo do tipo ‘Como você sabe o que sabe’, ‘O que realmente sabe’. Na maioria das vezes é bem interessante, mas não é algo pelo qual eu me interesso muito, mas tenho que demostrar banstante entusiamos, já que conta três pontos na minha nota final do IB.
     Queria postar aqui um poema que estudei na aula de Self-taught sobre viver em um ambiente onde você tem que falar uma língua estrangeira, mas não estou com meu caderno aqui e não estou com disposição suficiente para ir em casa buscar. No próximo post eu demosntro e faço alguns comentários.
     Bem, por hoje é ‘só’. E não levem em consideração algum erro de concordância, acentuação ou grafia, porque meu Microsoft Word só corrige em Inglês, e para ele quase tudo que escrevo está errado. Estou olhando para um mar de listrinhas vermelhas!
     Sinto muita falta de todos e espero que estam todos bem!
     Um grande abraço.

Capitulo V - Fotos
    

     Percebi que não tinha postado fotos, então aqui vão algumas: (Clique na foto para aumentar)


   


      
             




1.Allan, Felix, Conor  2. Spencer, Mattia, Eu   3. Host House   4. Mattia, Basil e Eu - Halloween   5. Halloween   6. Haloween   7. Fogos, Halloween   8-12 Haunted House - East House

domingo, 18 de outubro de 2009

Middle Eastern/India Sub-Continent Regional Day

Axé!

     Antes de começar, gostaria de fazer um comentário a respeito da música anterior. Acho que por ter grifado o trcho 'Por Deus nunca m vi tão só' dei a impressão de que estava estremamente sozinho. Sim, eu realmente estou sentindo muita falta de minha família/amigos/agregados, mas acho que Renato estava mais só quando fez a música do que eu estou agora. Me perdooem pelo equívoco. Só me sinto realmente 'só' algumas noites, mas o ritmo aqui é tão intenso que, pelo menos por agora, não tenho nem tempo de me sentir só. Tem sempre alguém comigo, se não for uma pessoa, é homework. O final da música em si é o que eu mais gosto, 'o mundo começa agora... apenas comçamos'.

     Essa semana que passou foi extremamento corrida, e essa que virá será tão quanto ou ainda pior. Meu consolo é que a outra semana será 'Project week' e passei a semana toda em Victoria, sem me preocupar com homework, teste ou qualuquer coisa semelhante. Creio que ainda não expliquei o que se trata o 'Project week' (ao pé da letra, 'projeto da semana'). Nós escolhemos uma atividade para fazer durante uma semana, atividade essa que pode ser de Esporte, criatividade ou serviço. As opções são infinitas! Durante essa semana, ninguém fica no campus. Todos vao se dedicar a sua atividade. Por exemplo, quem escolhe caminhada, passa uma semana escalando motanhas, dormindo em sacos de dormir, essas coisas de escoteiro. E os luugares também são diversos. Nada por aqui por perto do colégio. Tem projetos em Vancuver, em Tifano (cidade próxima), em Victoria... Enfim, acho qe vocês entenderam. Eu escolhi um projeto em Serviço. Trabalhar num sopão para quem não tem o que comer em Victoria (sim, existem probres até no Canadá). Acho que vai ser uma experiência ótima. Durante essa semana vou dormir numa Host Family. Próximo project week pretendo fazer Hiking (caminhada).
     Como já disse, essa semana foi bastante corrida, principalmente porque sexta tive teste de Física, Inglês e 'Assignmet' de Math (uma espécie de questões que temos que entregar como se fosse um trabalho). Além de uma projeto de ensaio de História, que eu ainda não entreguei. Creio que fui mutio bem no teste de Inglês e razoável em Física. Proxíma semana tenho teste de Math Higher e apresentação de Self-taught. Então, ta explicando a falta de postagens, né? Mas, graças a Deus, o meu 'ritmo' de férias que eu estava logo quando cheguei aqui já passou. Estou bem mais disposto para fazer meu afazeres e, até arrisquei nadar todo dia, mas isso ainda é um plano para o futuro.

    Mas o 'climax' do post vem agora, o 'Middle Eastern/India Sub-Continent Regional Day', um dia de Cultura do pessoal do Leste da Ásia e de regiões próximas a Índia. Nossa! Foi muito, mas muito legal. Me arrempendi de não ter participado de nenhuma dança. Mas no póximo eu vou participar, se puder, de todas! Para o jantar, tinhamos que ir em 'Famílias' de cinco pessoas. Minha família foi Antsa, Rai, Michaela e Daniel (Madagascar, China, Eslovaquia e Canada). A comida estava muito, mas muito mesmo, gostosa! A melhor comida desde que cheguei aqui. Era alguma coisa lá de Israel com uma sobremesa da Índia... muito bom! Depois tivemos o show de cultura no Max Bell. Pense em todas aquelas dancinhas de Caminho das Índias Pois é, dançaram todas elas! A diferença é que era dançada por Indianos. Tivemos dança do ventre, rezamos em Arábe, em Hebraico, em Hindu. Até aula de Árabe eu tive! Nossa... muito difícil! Meu nome em Arábe é super engraçado, tiro uma foto e depois posto aqui. Tambem 'aprendi' Hebreu (a língua dos Judeus). Nossa, muito dificil! Mas o mais lindo foi ver Judeus e Palestinos na mesma festa, dançando as mesmas danças, numa só voz. Foi lindo demais! Depois tivemos uma festa só com musiquinhas a lá Caminho das Indias. Acordei hoje 12:00, de tão cansado.
    Vou ver o jogo do Vitória e depois fazer minha apresentação de Self-taught. Abraços a todos!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nostalgia!

Axé!

    Tenho mais histórias para contar, mas hoje vou ficar só na música. Tenho que ir almoçar em dois minutos. Eu nao iria postar nada hoje, mas precisava dividir essa canção com vocês. Ela é meio longa. Leiam com atenção... destaquei algumas partes. Ouçam essas partes com minha voz, pois sou quem estou dizendo!

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

Esse final é simplismente esplêndido! A propósito, o nome da música é 'Metal contra as nuvens', de Legião Urbana.

Abraços!

domingo, 11 de outubro de 2009

~ ^ ´ ç é á ê ã !

     Axé!!

     Enfim, após um mês assassinando a ortografia, eu descobri os acentos no teclado! Vi Muhhamed escrevendo em Árabe e pensei 'Não é possçível que ele pode escrever em Árabe, com aqueles símbolos super estranhos, e eu não possa utilizar uns míseros acentos!'. Vasculhei a cinfiguração do teclado e descobrir o 'Portuguese ABNT 2'. Glórias!! Mas nem tudo é perfeito né? Ganhei os acentos, mas perdi a interrogação. Tenho que utilizar artificios de Crtl C Crtl Z para poder usá-la. Mas tudo bem, estou feliz pelos acentos. Não tem interrogação que tire minha alegria de poder escrever um poruguês ''bem escrivido''.

     Essa semana eu cheguei quase todos os dias atrasados nas primeiras classes. Não sei o que aconteceu com meu ritmo de acordar as 7:30. E nem posso dizer que o 'ônibus quebrou' pois moro do outro lado da sala de aula. Terminei de ler D. Casmurro e, sinceramente, eu esperava mais. Todos falam tão bem da narrativa de Machadinho, mas eu só acheia 'boa'. Nada de espetacular. E, agora digo com ebasamento, acho que Capitu não o traiu. Esperava mais 'ação' no livro, mas emfim, eu gostei bastante. Agora estou lendo 'O Cortiço'.
    Na quinta tive minha primeira sessão de 'Tutoria de Inglês'. Minha tutora é uma menina do Canadá, Emmy. Para vocês entederem, todos os alunos tem algum trabalho dentro do campus. O meu, acho que já disse, é 'assostente de laborátorio', que pode ser traduzido como lava-louças químicas. Alguns alunos, que tem o Inglês como primeira língua tem como trabalho 'English Tutor' e ajudam os alunos que ainda não são fluentes em Inglês. Eu acho essa ideia genial! Tenho 'sessões' uma vez por semana durante uma hora. Nesse tempo, ouvimos músicas em Ingles, lemos notícias na BBC e depois assistimos friends. O que eu não entendo, ela vai me explicando e fazendo um vocabulário que tenho que treinar para próxima semana. É super divertido, e eu aprendo bastante.
    Temos um feriadão nesse fim de semana (não existe só no Brasil) por causa do 'Thanksgiven', o que nós conhecemos com 'Dia de Ação de Graças' nos filmes de sessão da tarde. Resolvi então me dar um 'free day' ontem, um dia em que eu não me preocupasse com nada. Acordei as 10h, fui de pijama para a cafeteria, tomei meu café da manha e fiquei conversando com Heyle e Muhhamed por algumas horas. Pessoas vinham e iam, e nós continuamos na mesa até o horário do almoço. Almocei, ainda de pijama, e depois de estar quase 3h na cafeteria, fui para casa tomar banho. Tomei banho, fiquei um pouco no msn, depois fui para casa.
     Luis me chamou para caminhar com Rita. Foi muito bom! Me senti em casa. Falamos português o caminho todo (estava com saudade) e eu pude matar a saudade de todas as palavras que me fazem falta, inclusive do 'Puta que pariu' e do 'Porra'. Falamos do colégio, das pessoas, do Brasil, de Portugual... conversa vai conversa vem Luis nos leveu a um lugar lindo! O alto de uma montanha onde conseguiámos ver toda a Ilha de Vancuver! Ate dava para ver a gringolândia (USA), já que Victoria faz fronteira com Seattle. Comemos pão com queijo português e leite. Rita levou um 'choriço', uma especie de banha de porco, eu não comi, já que porco não faz bem, ainda bem que nenhuma puma sentiu o cheirinho da carne. Pelo menos ela teria uma segunda opção, se não gostasse da nossa carne (Deus é mais!).
     Quando voltei, jantei e fui na Marina tomar um sorvete com Michaela. A Marina é do lado do colégio, mas no mar. Se fossemos de barco, era uns cinco minutos. Mas tinhamos que ir andando, e para isso damos uma volta da porra floresta a dentro. Bem uns 20 minutos de caminhada. A ida foi tranquila, até encontramos umas dez garrafas de Vodka no caminho (pois é, tem gente aqui que enche a cara escondido). O problema foi na volta. Já tinha escurecido, e Michaela tinha levado uma lanterna. Pense na floresta de Harry Potter? Eu me senti na própria! Não via um palmo a minha frente, estava um frio insuportável, e eu só pensava nos ursos que poderiam me atacar. Eu pisquei até chegar no colégio! Qualquer barulhinho e eu pensava 'Fudeu! Virei comida de urso'. Parece que não tinha fim! Mas, por incrivel que pareça, foi bem legal! Depois demos risada da situação.
     Ontem a noite tambem teve uma peça de Salomé, do Equador. Todos os alunos que fazem Teatro tem que apresentar um projeto independente. Na sexta tivemos o de Muhhamed, do Yemen, e ontem o de Salomé. Nossa! Foi lindo demais. Ela fez uma peça sobres o tráfico de crianças no Equador, bem emocionante.
    
     Eu procuro sempre fazer posts alegres e divertidos, pois é isso que quero passar para todas as pessoas que estão torcendo por mim. Mas (principalmente aos que irão fazer o processo seletivo UWC esse ano) isso aqui não é nenhum conto de fadas. Deixar tudo que você construiu, sua família, seus amigos, todo o seu 'porto seguro' é muito mais difícil do que vocês podem imaginar. Portanto, nao criem muitas expectativas quanto ao 'sonho UWC'. Acho que o blog da Duda e da Beth falam basntante a respeito disso. Então, fica ai minha dica.

    A música de hoje é realmente de uma cantora Chilena, Violeta Parra, mas eu só conheço a versão na voz de Mercedes Sosa, a cantora Argentina do post passado. Essa música representa muito do que sinto hoje.

''Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros que, cuando los abro,
perfecto distingo lo negro del blanco,
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
graba noche y día grillos y canarios;
martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario,
con él las palabras que pienso y declaro:
madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos, montañas y llanos,
y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano;
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
los dos materiales que forman mi canto,
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos, que es mi propio canto.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.''

obs.: desconsiderem 'el homebre que yo amo', já que a compositora era mulher, e eu sou homem. Levem em conta somente a idéia, o sentimento de gratidão da música.

Abraços! (agora com cedilha!)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Noche de Trova

Axé!

     Mas uma vez pesso desculpa pela demora de postar, mas realmente estou sem tempo. Parei na segunda da semana passada, nao? Vamos ver o que a memoria me permite lembrar.

     Minhas classes estao indo bem, eu consigo acomponhar razoavelmente o que se diz durante a aula. E, como verme e osadia todo mundo tem (no meu caso mais verme e mais osadia), mudei meu nivel de Fisica para Higher (mais elevado). Na verdade foi mais uma questao logica. Ano que vem eu sou obrigado a escolher tres das minhas materias para fazer em nivel Higher. Pensei bastante a respeito e planejei fazer English B Higher, History Higher e Math Higer, sendo Physics e Chemistry em Stander Level. Porem, entretando, todavia... com o andar da carruagem percebir que fazer History em Higher nao seria uma boa opcao. Alem de ser muito foda (umas das mais dificieis materias em Higher do IB, segundo meu roommate), nao e tao fundamental para o que eu pretendo fazer no Futuro, Engenharia. Eu queria fazer Physics em Higher desde o inicio, mas estava receoso sobre nao entender o Ingles. Ainda tenho esse receio, mas se lembram da osadia citada no incio? Pois e, ela mesma!
     Como havia citado no post anterior, meu roommate chegou. As vezes eu tenho minhas duvidas de onde ele veio. Ele e muito louco para ser Palestina (preconceitos a parte)! Aqui realmente voce `quebra` os paradgmas e descobre que padroes foram feitos para ser quebrados. Ele e gente boa, exceto pelo fato de nao ser muito chegado num banho. E nem venham colocar a culpa no frio. Eu estou na mesma temperatura e tomo pelo menos (PELO MENOS, o que significa que pode ser mais) um banho por dia. A agua e quente, voce nao congela. Pelo contrario, a agua e ate `aconchegante`. O problema maior nao e nem o fato de nao tomar banho (ja por si so ja e um grande problema), mas sim querer descontar no desedorante.Puta que pariu, meu quarto estava inrespiravel! Gloria a Deus ele tomou banho (depois de cinco dias) e nos fizemos uma rearrumacao dos moveis no nosso quarto, o que me deixou a uma distancia respiravel razoavel. Adorei a nova arrumacao do quarto! Se eu tivesse uma camera tirava uma foto e colocava aqui. Breve... por enquanto, como diria John Lennon, Imaginem!
     No sabado eu fiz meus homeworks atrasados (uma dia bem chatinho por sinal), porem pela noite eu fui a `Noche de Trova`, na casa de uma professor da Guatemala. A ideia era que dentro do local voce so podia falar Espanhol e voce tinha espaco para recitar poesias, cantar, dancar ou qualquer outra coisa relacionada a Arte. Para quem nao sabe (nao se sinta mal, eu tambem nao sabia ate a presente data), a `Trova` (nao, nao vem do Trovadorismo) foi um movimento que surgiu em Cuba e que espressava na arte a expressao politica de mudanca. Procurem no goole, eu nao sei muito a respeito. So sei que foi muito lindo! Me apaxonei pela musica de uma cantora Chilena (que morreu na data de ontem por sinal) e por musica de Trova. Alguns poemas me fizeram lembrar de casa, de brow, de mainha, de painho, de minha familia, meus amigos... Ai ja sabe, ne? A saudade bate, seus olhos enchem de lagrima e voce finge que caiu um sisco no seu olho para explicar o choro. Adorei a noite de sabado!
     No Domingo meu dia tambem foi bem entendiante (terminado os homeworks que comecei sabado), exceto pelo Jantar. No Domingo tive `room dinner`, um jantar com meus compaheiros de quarto num restaurante aqui proximo (entendam proximo como ir de taxi e levar uns dez minutos, ou mais). Muhamed se atrasou, esperamos 15 minutos, ate a paciencia do taxista se esgotar. Fomos sem ele. A noite foi bem legal. A comida estava deliciosamente deliciosa (perdoeem a redundancia) e gastei uns dollares. Depois tivemos uma house meeting e vim terminar o ultimo homework, de Ingles. Achei Emile online e conversei bastante com ela.
     Hoje acordei atrasado, as 8h. As aulas foram normais (ja sabem meu normal, ne?) e tive teste de mergulho (teste esccrito, nada de roupa, mar e diversao). Proxima segunda tenho aula pratica de mergulho na piscina. Estou aqui escrevendo e tenho que ir para nao perder o jantar.

Para variar um pouco, hoje vai uma musica da cantora Chilena que falei, Mercedes Sosa. Existe uma versao em portugues, acho que de Beth Carvalho.

''Solo le pido a Dios
que el dolor no me sea indiferente
que la reseca muerte no me encuentre
vaca y sola sin haber hecho lo suficiente.

Solo le pido a Dios
que lo injusto no me sea indiferente
que no me abofeteen la otra mejilla
despus que una garra me arae la suerte.

Solo le pido a Dios
que la guerra no me sea indiferente
es un monstruo grande y pisa fuerte
toda la pobre inocencia de la gente.

Solo le pido a Dios
que el engao no me sea indiferente
si un traidor puede ms que unos cuantos
que esos cuantos no lo olviden fcilmente.

Solo le pido a Dios
que el futuro no me sea indiferente
desgraciado es el que tiene que marchar
para vivir una cultura diferente

Solo le pido a Dios
que la guerra no me sea indiferente
es un monstruo grande y pisa fuerte
toda la pobre inocencia de la gente.''

Abracos!


Post Script (em 07 de Outubro): Minha tia me chamou atencao sobre a nacionalidade de Mercedes Sosa, que eu disse que era Chilena. Na verdade ela e (era) Argertina e a musica que ouvi era de outra cantora, Chilena, da qual Mercedes estava prestando uma homenagem. Brasileiro gostando de cantora argentina? Coisas do Pearson.